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quarta-feira, junho 3, 2026

Marinha e XMobots ampliam parceria para drones nacionais Nauru, integrando eVTOL e ISTAR para reforçar vigilância da Amazônia Azul e operações embarcadas

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Parceria amplia uso do Nauru 100D, do Nauru 500C ISR e do Nauru 1000C ISTAR, impulsiona projeto MMRE com Petrobras e fortalece a base industrial de defesa com drones nacionais

A Marinha do Brasil deu um passo adiante no emprego de sistemas não tripulados ao ampliar sua cooperação com a XMobots, maior fabricante de drones da América Latina, segundo as informações recebidas.

A visita de integrantes do alto escalão naval à sede da empresa, em São Carlos, consolidou o interesse por plataformas destinadas ao monitoramento marítimo, reconhecimento tático e operações na chamada Amazônia Azul.

Os sinais apontam para integração operacional e industrial entre Força, indústria e parceiros, com ênfase em drones nacionais e em projetos embarcados, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.

Tecnologia e plataformas Nauru

A XMobots apresentou à Marinha os modelos da família Nauru, incluindo o Nauru 100D para missões ISTAR, o Nauru 500C ISR, descrito como o primeiro VTOL híbrido certificado pela Anac para voos BVLOS, e o Nauru 1000C ISTAR.

Essas plataformas combinam sensores, comunicações e autonomia para missões de longa duração, e já são empregadas em operações do Exército e da Marinha, potencializando as capacidades de vigilância com drones nacionais.

Operações embarcadas e o projeto MMRE

Um dos focos da cooperação é o projeto MMRE, Monitoramento Marítimo com Recursos Embarcados, desenvolvido em parceria entre Marinha, XMobots e Petrobras.

O MMRE prevê adaptações para operação a partir de navios em movimento, incluindo fragatas e navios-patrulha, e o desenvolvimento de soluções para resistir à salinidade, ventos fortes e alta umidade.

Testes operacionais e emprego anfíbio

Testes conduzidos pelo Corpo de Fuzileiros Navais com o Nauru 100D no Centro de Avaliação da Ilha da Marambaia, CADIM, mostraram a utilidade dos sistemas em missões anfíbias e em reconhecimento de áreas de desembarque.

A capacidade de decolagem e pouso vertical, eVTOL, elimina a necessidade de pistas ou catapultas, ampliando a flexibilidade operacional em ambientes costeiros e insulares com plataformas de drones nacionais.

Impacto na indústria, soberania e estratégia

A aproximação entre Marinha e XMobots fortalece a Base Industrial de Defesa brasileira e o desenvolvimento tecnológico nacional, com a empresa fundada em São Carlos empregando centenas de profissionais.

Valorizar drones nacionais reduz vulnerabilidades decorrentes de dependência externa, e melhora a autonomia em cenários onde restrições comerciais ou geopolíticas podem interferir no acesso a tecnologia.

Para o Brasil, com mais de 5,7 milhões de km² de águas jurisdicionais na Amazônia Azul, sistemas não tripulados representam um multiplicador de força essencial para proteção de rotas, combate a ilícitos e monitoramento ambiental.

Além das aplicações militares, a integração entre Forças Armadas, indústria de Defesa e empresas como Petrobras e Embraer amplia o ecossistema de inovação, gera empregos qualificados e estimula P&D em tecnologias de uso dual.

O relacionamento entre Marinha e XMobots, que avançou da fase experimental para uma cooperação estratégica de longo prazo, sinaliza a prioridade pela soberania tecnológica no monitoramento do Atlântico Sul e na modernização da Defesa por meio de plataformas não tripuladas.

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