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Queda de 3,51% em novembro coloca Maceió entre as capitais com menor custo da cesta básica, com R$ 571,47, destaque para fiscalização, políticas tributárias e apoio a empresas
Maceió registrou em novembro uma redução significativa no preço da cesta básica, resultado que trouxe alívio ao orçamento das famílias.
A retração, percebida em alimentos como tomate, açúcar e arroz, é reflexo de fatores sazonais nacionais e de uma atuação integrada de órgãos estaduais.
Os números oficiais que mostram essa dinâmica foram divulgados por órgãos federais e estaduais, conforme informação divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento, Conab, e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, Dieese, com dados complementares da Secretaria de Estado da Fazenda de Alagoas.
Números e comparação nacional
Segundo a pesquisa nacional, Maceió apresentou a maior redução entre as capitais nordestinas, com queda de 3,51% no preço da cesta básica em relação a outubro. A capital alagoana teve custo médio de R$ 571,47 em novembro, ficando com o segundo menor valor do país, atrás de Aracaju, com R$ 538,10.
Outras capitais do Nordeste também mostraram preços reduzidos, como Natal, com R$ 591,38, João Pessoa, com R$ 597,66, e Salvador, com R$ 598,19. No outro extremo, São Paulo manteve o valor mais alto, R$ 842,26, seguida por Florianópolis, R$ 800,68, Cuiabá, R$ 789,98, Porto Alegre, R$ 789,77, e Rio de Janeiro, R$ 783,96.
Fatores que influenciaram a redução
De acordo com a Secretaria de Estado da Fazenda, a retração em Maceió foi influenciada pela queda nos preços de itens como tomate, açúcar, banana, arroz, carne bovina, café e leite. No acumulado dos últimos sete meses, a cesta apresenta variação negativa de 8,21%, sinalizando um alívio gradual do custo dos alimentos.
Embora movimentos como sazonalidade das safras, logística e oferta sejam determinantes em nível nacional, a Sefaz ressalta que o cenário local também impacta a formação de preços, por criar condições para maior oferta e menor ocorrência de práticas que elevem valores artificialmente.
Ações do Governo de Alagoas para estabilidade do mercado
Segundo a Sefaz, a redução foi favorecida por medidas estaduais voltadas à estabilidade do mercado e ao bom funcionamento da cadeia de abastecimento. Entre as iniciativas estão políticas permanentes de fomento e apoio às pequenas e médias empresas, fiscalização do transporte e da comercialização de mercadorias, e aperfeiçoamento das políticas tributárias para reduzir entraves.
A pasta também destaca programas de modernização e conformidade, além de parcerias com Procon e Vigilância Sanitária para combater práticas abusivas, contribuindo para mais equilíbrio no mercado de alimentos.
Em relação ao papel do governo, a secretária de Estado da Fazenda afirmou, “Assim, a queda recente da cesta básica em Maceió reflete principalmente dinâmicas nacionais, mas ocorre em um ambiente local onde a Sefaz e as demais secretarias de Estado desempenham um papel essencial para garantir equilíbrio, transparência e segurança no mercado consumidor alagoano”, disse Renata dos Santos.
Impacto para as famílias e próximas etapas
A diminuição do preço da cesta traz alívio imediato às famílias mais vulneráveis e amplia o poder de compra no mês a mês, embora seja preciso acompanhar a evolução das safras e dos custos logísticos nos próximos meses.
Especialistas e gestores locais ressaltam que, apesar da queda, a continuidade das ações de fiscalização, incentivo à produção e aperfeiçoamento tributário é fundamental para manter o equilíbrio e evitar pressões futuras sobre os preços.