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Em 28 de novembro, a data rememora a apresentação das primeiras policiais femininas, os editais de 1989 e as leis que permitiram o ingresso e a consolidação da presença feminina na PM-AL
O marco que hoje é celebrado em Alagoas tem origem em uma sequência de medidas legais e processos seletivos que abriram espaço às mulheres na Polícia Militar do Estado.
O percurso começou com legislação, passou por cursos de formação e chegou à incorporação massiva de praças e oficiais, mudando a cara da corporação e inspirando novas gerações.
As informações utilizadas nesta matéria são, em sua maioria, provenientes da Imprensa do Governo de Alagoas, conforme informação divulgada pela Imprensa – Governo de Alagoas.
O marco legal que abriu caminho
Em 13 de janeiro, foi sancionada a Lei nº 4.877, sob a epígrafe: “Dispõe sobre o ingresso de mulheres na Polícia Militar de Alagoas e dá outras providências correlatas”.
Em seguida, em janeiro do ano seguinte, as três primeiras mulheres foram incorporadas após serem aprovadas no concurso para oficiais femininas e enviadas ao Curso de Formação de Oficiais (CFO) em Minas Gerais e Pernambuco, segundo relato oficial.
A turma de 1989 que virou símbolo
Em edição do Diário Oficial de Alagoas datado de 5 de agosto de 1989, a Seção de Recrutamento da Diretoria de Pessoal publicou o Edital nº 06/89-DP e o Edital nº 07/89-DP, destinados ao Quadro Policiais Militares femininos.
Na sequência, “O primeiro, visava ao preenchimento de 30 vagas para soldados mulheres, já o segundo era voltado para cinco vagas para sargentos femininas. Ao final do certame, 12 candidatas foram selecionadas para o curso de formação de sargentos e 35 para a turma de soldados”, conforme os registros oficiais.
Foi em 28 de novembro de 1989 que esse contingente se apresentou para incorporação na PM, sem imaginar que estava fazendo história e abrindo caminhos, texto que justifica a escolha da data para a celebração.
Reconhecimento oficial e institucionalização da data
A Lei nº 8.118/2019 instituiu o Dia da Policial Militar do Estado de Alagoas, data que passou a integrar o calendário estadual e a reconhecer formalmente a contribuição feminina na segurança pública do estado.
No próprio material da corporação, foi destacado que a lei transformou uma lembrança histórica em um momento público de valorização e visibilidade profissional.
Vozes das pioneiras e dos comandos
Cabo Rafaela sintetizou o sentimento de muitas profissionais ao dizer, “Para mim, este é um marco histórico, uma conquista para nós mulheres, onde rompemos barreiras e nos colocamos em destaque diante de uma instituição culturalmente masculina, deixando de ser coadjuvante e passando a ser protagonistas”.
Sargento Marta afirmou, “Vejo a data como uma forma de reconhecimento, graças às pioneiras, mulheres guerreiras que ingressaram na corporação em 1989, numa época em que a mulher não era ‘bem vista’ na polícia”.
Capitã Roberta ressaltou que “a criação da data representa reconhecimento, respeito e valorização”, lembrando que a presença feminina reafirma a importância profissional e social das militares.
O comandante-geral, coronel Paulo Amorim, afirmou que “A presença de cada uma trouxe harmonia, sensibilidade, ainda mais força e um novo modo de enxergar o serviço prestado à sociedade. Por isso, celebrar esta data, que destaca a trajetória e a contribuição das mulheres na PM alagoana, é reconhecer o quanto a participação feminina é indispensável em todos os espaços da vida pública e privada e, naturalmente, dentro da nossa corporação”.
Em tom de agradecimento, o comandante também registrou, “Este comandante registra sua sincera gratidão às que são mães, trabalhadoras, guerreiras e que, com coragem e competência, ajudam a construir diariamente a história da nossa instituição”.
As lideranças e as homenageadas concordam que Avançamos muito, mas essa é uma caminhada que sempre pode e deve evoluir. Queremos que cada uma ocupe seu devido espaço e continue lutando pelos seus sonhos e objetivos, dentro e fora da corporação, finalizou fonte oficial.
Legado e desafios futuros
O ingresso das mulheres transformou a rotina, as práticas e a imagem da Polícia Militar, trazendo mais representatividade e novas perspectivas para o serviço à sociedade.
Mesmo com conquistas legislativas e institucionais, as vozes ouvidas apontam para a necessidade de aprimorar políticas internas, ampliar oportunidades de liderança e adaptar estruturas, para que a presença feminina siga crescendo com igualdade e reconhecimento.
O caminho traçado desde 1987 e consolidado em 1989 permanece como referência, e a celebração anual em novembro serve como lembrança do esforço coletivo e do compromisso de manter viva a luta por mais espaço e valorização para as policiais femininas da PM-AL.