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quarta-feira, junho 3, 2026

Motiva vende operação aeroportuária por R$ 11,5 bilhões, subsidiária da ASUR leva 20 aeroportos e conclusão está prevista para 2026, entenda o acordo

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Negócio bilionário da Motiva em operação aeroportuária inclui 20 aeroportos e deve ser concluído em 2026, com gestão mantida até a aprovação regulatória

A Motiva, ex-CCR, anunciou a venda de sua operação aeroportuária por R$ 11,5 bilhões para a mexicana Aeropuerto de Cancún, S.A. de C.V., subsidiária do Grupo Aeroportuario del Sureste, a ASUR.

Do total, R$ 5 bilhões referem-se ao equity das participações da companhia nos ativos, e R$ 6,5 bilhões a dívidas líquidas vinculadas à CPC Holding, que concentra cotas em 20 aeroportos.

A carteira soma 17 concessões no Brasil e três em outros países, com cerca de 45 milhões de passageiros por ano e mais de 200 rotas. As informações foram divulgadas pela Motiva.

Quem compra e quanto paga

A compradora, a mexicana Aeropuerto de Cancún, S.A. de C.V., uma subsidiária do Grupo Aeroportuario del Sureste, S.A.B. de C.V. (ASUR), pagará R$ 11,5 bilhões pelo conjunto de ativos aeroportuários da Motiva.

Segundo a companhia esta era a maior transação aeroportuária em curso no mundo no momento e atraiu mais de 20 grupos europeus, latino-americanos e asiáticos, reforçando o interesse global no portfólio.

O que está incluído na venda

O pacote envolve participações reunidas na CPC Holding, estrutura que detém as cotas da Motiva nos 20 aeroportos sob concessão, incluindo operações relevantes no Brasil.

Entre os terminais repassados estão os aeroportos de Curitiba, Belo Horizonte e Goiânia, ativos com tráfego expressivo e integração a mais de 200 rotas regulares na região.

Como fica a operação até a conclusão

“Até o fechamento, a Motiva seguirá tocando a operação, mantendo o quadro atual de colaboradores e assegurando o cumprimento integral dos contratos vigentes e investimentos previstos”, informou a empresa.

Com isso, passageiros e companhias aéreas devem manter a rotina de serviços e investimentos em andamento, enquanto a operação aeroportuária transita para a nova controladora após as autorizações.

Prazos e aprovações

A previsão é concluir o processo em 2026, após análise e aval do poder concedente e dos órgãos de defesa da concorrência, etapa necessária para transferência definitiva dos ativos.

Ao longo do trâmite regulatório, a Motiva segue responsável pela gestão, pela segurança operacional e pelo cumprimento das metas assumidas nos contratos de concessão vigentes.

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