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quarta-feira, junho 3, 2026

Exército Brasileiro homenageia Major Elza Cansanção nos 104 anos de seu nascimento

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Foto: Exército Brasileiro

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Na manhã desta sexta-feira (24), o 59º Batalhão de Infantaria Motorizado (59º BI Mtz) realizou uma formatura especial em homenagem aos 104 anos de nascimento da Major Elza Cansanção Medeiros, heroína da Força Expedicionária Brasileira (FEB) e símbolo da coragem feminina nas Forças Armadas. O evento destacou sua trajetória marcada por patriotismo, bravura e dedicação ao Brasil, emocionando militares, autoridades e familiares presentes.

Legado histórico e militar da Major Elza Cansanção: pioneirismo feminino no Exército

Cerimônia com busto militar e coroa de flores.

Nascida em 21 de outubro de 1921, em Maceió (AL), Elza Cansanção Medeiros foi a primeira mulher brasileira a se apresentar como voluntária para integrar a Diretoria de Saúde do Exército durante a Segunda Guerra Mundial, atuando como enfermeira da Força Expedicionária Brasileira (FEB). Em um tempo em que o Exército ainda não aceitava mulheres combatentes, sua determinação abriu caminhos para gerações futuras.

Sua participação no esforço de guerra começou no litoral alagoano, ao prestar socorro aos náufragos do navio Itapagé, torpedeado por um submarino alemão. Posteriormente, foi enviada à Itália, onde atuou nos hospitais de evacuação em Livorno, cuidando de feridos em meio ao caos do conflito. Nenhum soldado, como recordava, veio a falecer em seus braços — um testemunho de competência e humanidade que marcou sua carreira.

Após o fim da guerra, Elza retornou ao Brasil e continuou a servir à Pátria em diversas frentes: foi educadora, jornalista, escritora e fundadora de escolas de enfermagem. Formou-se em História, Psicologia, Turismo e Relações Humanas, tornando-se uma das personalidades mais condecoradas do país, com mais de 200 medalhas, entre elas a Ordem do Mérito Militar.

O simbolismo da homenagem: memória, civismo e inspiração para novas gerações

Grupo diverso em cerimônia militar com busto homenageado.

Durante a solenidade, o Comandante do 59º BI Mtz, Tenente-Coronel Márcio Robério, destacou em seu discurso a importância de manter viva a memória de quem dedicou a vida ao Brasil. “Ser a primeira mulher a se apresentar como voluntária para ir à guerra demonstra coragem, amor à Pátria e espírito de missão. Esses feitos não podem ser esquecidos”, afirmou o comandante.

Ele também ressaltou que 2025 marca os 80 anos da vitória da Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra Mundial, e que o Exército tem realizado uma série de homenagens aos veteranos e heroínas da campanha da Itália. O comandante enfatizou que recordar essas histórias é uma forma de preservar os valores de liberdade, soberania e democracia pelos quais tantos brasileiros lutaram.

A cerimônia contou com a presença de autoridades civis e militares, entre elas o Deputado Estadual Francisco Tenório e familiares da Major Elza, incluindo o Dr. Romany. A emoção tomou conta do batalhão quando foi lembrado que a Major Elza não apenas serviu o país na guerra, mas dedicou o restante da vida a preservar a memória dos combatentes brasileiros.

Patrimônio e continuidade: o Museu criado pela Major Elza e a preservação da memória da FEB

Fachada de prédio histórico com arcos e janelas.
Foto: Nestor Magalhães
– Brasil Mergulho

Um dos legados mais duradouros deixados por Major Elza Cansanção Medeiros é o Museu da Segunda Guerra Mundial de Alagoas, fundado por ela em 14 de março de 1996, no Forte São João, em Maceió. O acervo inclui fotos, uniformes, documentos originais, objetos pessoais de combatentes e material técnico militar, compondo um dos mais ricos registros da participação brasileira no conflito.

O Comandante Márcio Robério lembrou que em 2026 o museu completará 30 anos de existência, e que o batalhão planeja celebrar a data com novas atividades culturais e educativas. O 59º BI Mtz mantém o espaço como referência nacional de educação histórica e memória militar, recebendo escolas, universidades e instituições civis em visitas guiadas.

Além do museu, o batalhão também preserva no Espaço Cultural da Segunda Guerra Mundial a Capela Histórica do Forte São João, que completará 150 anos em 2026, considerada uma das mais antigas vinculadas ao Exército Brasileiro.

Ao encerrar a solenidade, o comandante destacou que “somente com a união entre civis e militares, com o apoio da sociedade e o compromisso com nossa história, poderemos garantir que exemplos como o da Major Elza jamais se apaguem da memória nacional”.

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Fonte: Defesa em Foco

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