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Ufal recebe investimentos para preservar acervos históricos e culturais raros
A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) deu um passo significativo na conservação de seu patrimônio histórico e cultural com a aquisição de novos conjuntos de arquivos deslizantes. Os equipamentos foram adquiridos por meio do projeto “Preservação, divulgação e restauração do acervo histórico e cultural do Neabi Ufal”, financiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
Essa iniciativa visa fortalecer a infraestrutura de preservação documental da universidade, aprimorando as condições de acesso e conservação de materiais de inestimável valor histórico e científico. O projeto busca solucionar desafios como o acondicionamento inadequado e a limitação de espaço físico.
Gerenciado pela Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes), o projeto contemplará diversas unidades da Ufal, incluindo o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi), a Pinacoteca Universitária, o Museu Théo Brandão e o Centro de Pesquisa e Documentação Histórica (CPDHis).
Fortalecimento da infraestrutura para diversos setores da Ufal
Os novos arquivos deslizantes proporcionarão maior segurança no armazenamento de documentos, otimização do espaço e condições ideais para a conservação de acervos de grande relevância. Esses espaços abrigam coleções fundamentais para a memória de Alagoas e da própria universidade.
O CPDHis, por exemplo, guarda documentação que remonta ao século XIX, abordando a história das igrejas, o movimento estudantil, o período da ditadura militar e parte do acervo do ex-governador Teotônio Vilela. Já o Centro de Educação (Cedu) preserva um dos principais acervos sobre a história da educação em Alagoas.
Criação do Centro de Pesquisa e Documentação da Luta Antirracista
Uma ação de destaque do projeto é a implantação do Centro de Pesquisa e Documentação da Luta Antirracista, focado no acervo do Neabi. Este núcleo reúne documentação produzida entre as décadas de 1980 e 2024 sobre o movimento negro em Alagoas e no Brasil, incluindo cartas, manifestos, fotografias e registros sobre políticas de ação afirmativa e o reconhecimento da Serra da Barriga como patrimônio cultural.
Atualmente, a equipe do Neabi está realizando a catalogação e higienização desse valioso conjunto documental. O futuro centro terá sede física no Campus A.C. Simões, em Maceió, tornando-se um polo de referência para a preservação, pesquisa e difusão da memória negra e indígena em Alagoas.
Mais do que modernizar a infraestrutura, a iniciativa reforça o compromisso da Ufal com a preservação da memória e a valorização do patrimônio cultural. Investir na conservação desses documentos é garantir melhores condições para a pesquisa e o acesso da sociedade a um registro fundamental da história alagoana e brasileira.
Matéria produzida pela redação jornalística especializada do portal, com base em fontes verificadas e dados oficiais.