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Alunas brasileiras levam projeto sobre câncer de mama para a Estação Espacial Internacional
Um feito notável para a ciência brasileira: quatro alunas do Colégio Ser, em Jundiaí (SP), conquistaram o primeiro lugar no ISS Journey, um programa internacional que desafia estudantes a desenvolverem experimentos científicos para serem realizados em condições de microgravidade. A equipe brasileira superou mais de 70 equipes nacionais na competição.
O projeto vencedor, focado no câncer de mama, agora tem a oportunidade de ter seu experimento realizado na Estação Espacial Internacional (ISS). A missão está prevista para ocorrer entre setembro e outubro de 2026, marcando um passo significativo para jovens cientistas brasileiras em um palco global. Esta é a primeira vez que uma equipe do Brasil vence o programa.
O ISS Journey é uma iniciativa da International School, em parceria com a The Michaelis Foundation, com o objetivo de aproximar estudantes da ciência espacial. Através da elaboração de experimentos reais, o programa busca gerar contribuições valiosas para a pesquisa científica, conectando o conhecimento acadêmico com aplicações práticas e de ponta.
O que o projeto investiga?
Intitulado “Análise de células mesenquimais no secretoma e do ducto mamário”, o projeto das alunas Beatriz Marques Herculano, Giovanna Machado Tasso, Lavínia Carboni Berti e Sara Lourenço Panico visa entender como a ausência de gravidade afeta a comunicação entre células ligadas ao câncer de mama. A pesquisa se debruça sobre o secretoma, que é o conjunto de substâncias liberadas pelas células para interagir com o ambiente.
A expectativa é que a compreensão das alterações celulares provocadas pela microgravidade possa abrir novas avenidas para o desenvolvimento de pesquisas e tratamentos mais eficazes contra o câncer de mama. A doença é uma das mais prevalentes entre as mulheres, afetando uma a cada oito ao longo da vida.
Experimento em órbita e controle na Terra
O experimento desenvolvido pelas estudantes será enviado à Estação Espacial Internacional para ser conduzido em ambiente de microgravidade. Paralelamente, um experimento idêntico será realizado na Terra, funcionando como controle. Essa metodologia permitirá uma comparação direta dos resultados obtidos em diferentes condições gravitacionais.
A análise comparativa tem o potencial de revelar como o ambiente espacial influencia a comunicação celular e gerar informações cruciais para futuras pesquisas sobre o câncer de mama. Além disso, os resultados podem enriquecer o conhecimento científico sobre os efeitos da microgravidade em processos biológicos complexos.
Mentoria e imersão internacional
Durante o desenvolvimento do projeto, as alunas contaram com o suporte de um comitê científico especializado da International School. Elas apresentaram suas pesquisas durante o Science Days, um evento que reuniu as equipes finalistas e renomados especialistas da área científica.
Como parte da premiação, as estudantes participaram de uma imersão no Kennedy Space Center, nos Estados Unidos. A experiência proporcionou contato direto com cientistas, especialistas em aeroespacial e até astronautas, ampliando a dimensão da conquista e projetando a ciência brasileira em um contexto internacional.
Matéria produzida pela redação jornalística especializada do portal, com base em fontes verificadas e dados oficiais.