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quarta-feira, junho 3, 2026

Visita da ADESG ao Comando Militar do Nordeste projeta o Nordeste estratégico no CEPE 2025, análise geopolítica do General Francisco Carlos Machado Silva

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Durante a Viagem de Estudos do CEPE 2025, estagiários da ADESG participaram de briefing no Comando Militar do Nordeste, recebendo análise sobre o papel do Nordeste estratégico, desafios internos e ameaças globais

Estagiários da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra em Alagoas visitaram o Comando Militar do Nordeste, em Recife, como parte da Viagem de Estudos Estratégicos do CEPE 2025.

O General de Exército Francisco Carlos Machado Silva apresentou uma análise do cenário geopolítico global, dos desafios internos do Brasil e da função estratégica da região, destacando a necessidade de formar quadros capazes de pensar o país.

A atividade aproximou teoria e prática, mostrando como conceitos como expressões do poder nacional e ambiente estratégico se materializam nas Forças Armadas.

conforme informação divulgada pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra em Alagoas

Formação estratégica e papel do CEPE

O General reforçou que o Curso de Especialização em Política e Estratégia, CEPE, é essencial para criar uma massa crítica capaz de interpretar desafios nas dimensões política, econômica, social e militar.

Ele lembrou que sua experiência na Escola Superior de Guerra ampliou sua visão por meio da troca entre civis e militares, característica do método ESG, e que essa interação é vital para entender o poder nacional como um sistema integrado.

Para os estagiários, a visita serviu como ponte entre teoria e prática, consolidando a formação estratégica proposta pelo CEPE e estimulando o pensamento interdisciplinar.

Cenário geopolítico global e ameaças tecnológicas

O general descreveu a atual fase internacional como uma situação de desordem mundial, marcada por conflitos, disputas por recursos e reconfiguração do poder global.

Foram citadas guerras em andamento, tensões entre grandes potências e o crescimento de ameaças tecnológicas, incluindo uso de drones, inteligência artificial e guerra cibernética.

Nesse contexto, o Brasil se destaca por potencial em energia, produção de alimentos e recursos naturais, além da posição no Atlântico Sul, mas enfrenta dependência tecnológica e a necessidade de fortalecer a Base Industrial de Defesa.

Nordeste como área estratégica e vulnerabilidades regionais

A palestra valorizou o papel histórico e atual do Nordeste, por sua extensa faixa litorânea, importância logística, potencial energético e localização estratégica para o Atlântico Sul.

Ao mesmo tempo, foram apontados desafios como presença de facções criminosas, desigualdades sociais e vulnerabilidades climáticas, fatores que afetam a segurança e estabilidade regional.

O Exército atua além da defesa tradicional, participando de missões subsidiárias e projetos de desenvolvimento que aproximam Defesa e sociedade.

Operações, cidadania e integração civil-militar

Como exemplo de ação integrada, foi citada a Operação Carro-Pipa, que combina apoio humanitário e relações com comunidades afetadas pela seca.

O general também destacou os Tiros de Guerra como verdadeiras fábricas de cidadania, instrumentos para aproximar o Exército da sociedade e formar jovens com valores cívicos e disciplina.

Ao final, a visita reafirmou a importância de capacitar profissionais para interpretar cenários complexos e formular políticas públicas e estratégias de defesa efetivas.

Para sugestões de pauta ou correções, entre em contato via WhatsApp 21 99459-4395.

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