| Não fique refém dos algoritmos, nos siga no Telegram e fique atualizado com as últimas notícias. |
Arroz Alagoano Dispara: Programa ‘Alagoas Mais Arroz’ Promete Lucro 60% Maior e Colheita Recorde no Baixo São Francisco
Iniciativa do Governo de Alagoas, com apoio da Embrapa, revoluciona o manejo produtivo e eleva a rentabilidade dos agricultores locais para patamares inéditos no estado.
O programa Alagoas Mais Arroz, executado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagri), está impulsionando a produção de arroz no Baixo São Francisco alagoano. Com foco em capacitação e assistência técnica, a iniciativa tem como objetivo principal aumentar a rentabilidade dos produtores e fortalecer a rizicultura no estado.
Desde o início de 2024, mais de 100 produtores e técnicos de municípios como Igreja Nova, Porto Real do Colégio, Penedo e Piaçabuçu, além de áreas em Sergipe, foram beneficiados com treinamentos que visam a transferência de tecnologias modernas de cultivo. O projeto conta com a importante parceria da Embrapa Arroz e Feijão e da Prefeitura de Igreja Nova.
“Esse é o nosso segundo ano com o programa, que integra o Planta Alagoas, e colhemos bons frutos desde o primeiro momento. Começamos garantindo a semente de arroz, num primeiro momento, mas agora estamos garantindo assistência técnica com a Embrapa Arroz e Feijão, com uma formação completa dos agricultores. E temos resultados que são modelo para todo o Brasil”, destacou o secretário executivo de Agricultura Familiar, Ronaldo Targino, conforme divulgado pelo Governo de Alagoas.
Aumento Expressivo na Produção e Rentabilidade
Em Igreja Nova, o produtor Eriosvaldo, que cultiva arroz há 50 anos, viu sua produção aumentar em 60% após participar dos treinamentos oferecidos pelo programa. “Na realidade, eu vim aprender o manejo do arroz agora. Isso foi graças aos ensinamentos. Tudo mudou! Só tenho a agradecer ao Governo de Alagoas que está fazendo a gente aumentar nossa produção”, declarou o produtor.
Além das capacitações, foram estabelecidas Unidades Demonstrativas para testar cultivares com alto potencial de adaptação às condições de Alagoas. Recentemente, a colheita dessas parcelas revelou resultados surpreendentes. Cinco variedades de arroz irrigado atingiram, em média, 13 toneladas por hectare de arroz em casca, limpo e seco.
Este índice supera significativamente a expectativa inicial da Embrapa Arroz e Feijão e a média produtiva da região, que gira em torno de 9 toneladas por hectare. Um dos materiais genéticos, inclusive, alcançou a marca de 16 toneladas por hectare, estabelecendo um novo recorde para a Embrapa em diversas regiões do Brasil.
Inovação e Potencial de Mercado para o Arroz Alagoano
O pesquisador da Embrapa, José Colombari, ressaltou a importância das Unidades Demonstrativas para maximizar a produtividade e a rentabilidade. “Ano passado tivemos uma experiência muito boa ao fazer a área demonstrativa para potencializar o máximo da produtividade e tivemos um material que bateu um recorde para a Embrapa [16 ton/hec] de tudo o que já vimos nas regiões do Brasil. Esse ano, tivemos a proposta de aumentar a rentabilidade do produtor, pensando no preço do arroz que teve uma redução no mercado. Queremos que eles entendam o mercado e comecem a produzir ou maximizando a produtividade ou avaliando a rentabilidade da produção”, explicou.
A expansão da produção de arroz em Alagoas tem um impacto econômico positivo, beneficiando produtores, indústrias de beneficiamento e consumidores. A próxima fase do programa Alagoas Mais Arroz incluirá a avaliação de arrozes especiais, como o preto e o vermelho, com variedades desenvolvidas pela Embrapa que oferecem características únicas de sabor e cor, agregando maior valor ao produto.
“Alagoas tem uma condição total para produtividade superior comparado ao Rio Grande do Sul. Aqui temos diferenciais de solo, temperatura e diferencial hídrico. A gente consegue explorar a máxima capacidade produtiva da genética Embrapa, aqui, com lavouras impecáveis”, afirmou o pesquisador da Embrapa, Raimundo Rocha, evidenciando o vasto potencial do estado para a rizicultura de alta performance.