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Brasil se pronuncia após ação dos EUA na Venezuela e Lula liga para Delcy Rodríguez em meio a tensões diplomáticas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entrou em contato com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em uma conversa que demonstrou a **crescente preocupação do Brasil** com os desdobramentos da ação dos Estados Unidos em Caracas. O telefonema ocorreu na manhã de sábado (3), após a notícia de uma operação que resultou na detenção de Nicolás Maduro e sua esposa.
A conversa, descrita como breve, teve como foco principal a **avaliação do cenário político venezuelano** no momento. Fontes indicam que Lula explicitou sua inquietação com a operação realizada em território venezuelano, um evento que já gerou forte repercussão internacional e coloca o Brasil em uma posição de atenção.
O Palácio do Planalto confirmou a informação sobre o contato telefônico entre o presidente brasileiro e a líder venezuelana. A possibilidade de novos diálogos nos próximos dias sinaliza a **continuidade da vigilância brasileira** sobre os acontecimentos na Venezuela, demonstrando que o Brasil acompanha de perto a evolução da situação.
Brasil critica ação dos EUA na ONU e defende soberania venezuelana
Em uma demonstração clara de sua posição, o representante do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU), embaixador Sérgio França Danese, utilizou a tribuna do Conselho de Segurança para **condenar veementemente os bombardeios** em território venezuelano e a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.
Segundo o embaixador, tais atos representam “uma **afronta à soberania**” da Venezuela e estabelecem um precedente alarmante. Sérgio França Danese afirmou categoricamente durante a reunião que “os bombardeios no território venezuelano e a captura do presidente (Nicolás Maduro) cruzam uma linha inaceitável”.
O diplomata brasileiro também aproveitou a ocasião para ressaltar o **aumento dos conflitos globais**, evidenciando que os efeitos do enfraquecimento da governança internacional já são visíveis. Ele citou a existência de 61 conflitos armados ativos e 117 milhões de pessoas em situação de exílio humanitário, um reflexo de um aumento nas guerras desde a Segunda Guerra Mundial.
Repercussão internacional e justificativas dos Estados Unidos
A ação americana na Venezuela não se limitou à crítica brasileira, sendo também **condenada por outras nações**, incluindo China, Rússia e Colômbia, que expressaram desaprovação aos ataques em Caracas. A postura do Brasil na ONU reforça a importância da soberania nacional e do respeito ao direito internacional.
Por outro lado, o embaixador dos Estados Unidos, Mike Waltz, apresentou uma perspectiva diferente, **negando que a ação configure uma guerra** contra a Venezuela. Ele justificou a prisão de Maduro alegando que o presidente venezuelano teria se enriquecido às custas da miséria de seu próprio povo, oferecendo uma justificativa distinta para os eventos.
Brasil acompanha de perto e mantém diálogo
A comunicação direta entre Lula e Delcy Rodríguez, somada à forte manifestação brasileira na ONU, demonstra a **complexidade da relação diplomática** entre Brasil e Venezuela neste momento. O governo brasileiro reafirma seu compromisso com a paz e a estabilidade regional, acompanhando atentamente os desdobramentos.
O Palácio do Planalto reiterou que o Brasil **acompanha de perto a situação** na Venezuela, indicando que as vias diplomáticas e o diálogo são essenciais para a busca de soluções pacíficas e para a manutenção da soberania dos países.