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quarta-feira, junho 3, 2026

Negócios de Impacto: como o projeto Sururu transformou conchas em revestimentos e tornou Alagoas referência nacional em economia circular e inclusão

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O projeto ‘Sururu: Conchas que Transformam’ reaproveita cascas para fabricar revestimentos e cobogós, gera renda com a Sururote e impulsiona Negócios de Impacto em Alagoas

O sururu sempre foi símbolo da identidade alagoana e sustento de famílias no Vergel do Lago, mas suas conchas também já foram um problema ambiental.

Uma iniciativa local converteu restos em produto, renda e visibilidade nacional, criando um exemplo de economia circular com impacto social.

O modelo une setor público e privado, e mostra caminhos para fortalecer Negócios de Impacto, conforme informação divulgada pela Imprensa do Governo de Alagoas.

Da casca ao design

O Projeto “Sururu: Conchas que Transformam”, criou uma cadeia produtiva que reaproveita as cascas do molusco para a fabricação de revestimentos e cobogós. A proposta nasceu da parceria entre o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade, a Portobello, empresas privadas, designers e artesãos alagoanos.

O trabalho combina tecnologia, tradição e criatividade para transformar toneladas de resíduos em materiais de acabamento e peças arquitetônicas que já chamam atenção em vitrines nacionais e internacionais.

Impacto social e moeda comunitária

Além do aspecto ambiental, o projeto prioriza o impacto social, comprando as conchas das marisqueiras cadastradas e gerando complemento de renda para essas mulheres.

O pagamento é feito por meio da Sururote, uma moeda social equivalente ao real, utilizada exclusivamente em estabelecimentos credenciados no Vergel do Lago, garantindo que os recursos movimentados pelas marisqueiras fortaleçam o comércio local. Toda a operação ocorre por meio do Banco Laguna.

Política pública e expansão

Segundo a Sedics, iniciativas como essa fazem parte da agenda estadual para estruturar políticas que estimulam a economia circular e valorizam iniciativas inovadoras, criando ambiente favorável para que modelos escalem.

A superintendente Camila Marinho destaca que “Para que algo seja considerado um Negócio de Impacto, é preciso ter como missão gerar transformação social ou ambiental, possuir um modelo financeiramente viável, ter o comprometimento com o monitoramento do impacto gerado e pode estar em qualquer estágio de desenvolvimento, desde uma ideia inicial até iniciativas já consolidadas”.

Para a secretária Alice Beltrão, “A Sedics tem trabalhado para fortalecer Negócios de Impacto que valorizem nossa cultura, promovam inclusão produtiva e apontem caminhos para um desenvolvimento mais sustentável e justo para todos”.

O que vem a seguir

O case do sururu já foi apresentado em eventos especializados e é citado como um dos principais exemplos de economia circular do país, demonstrando potencial de escalabilidade e inspiração para políticas públicas.

Ao fortalecer projetos que unem tradição, inovação e compromisso social, Alagoas busca mostrar que o desenvolvimento econômico do futuro passa pela valorização das pessoas e pelo cuidado com o meio ambiente, com os Negócios de Impacto no centro dessa transformação.

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