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O projeto ‘Sururu: Conchas que Transformam’ reaproveita cascas para fabricar revestimentos e cobogós, gera renda com a Sururote e impulsiona Negócios de Impacto em Alagoas
O sururu sempre foi símbolo da identidade alagoana e sustento de famílias no Vergel do Lago, mas suas conchas também já foram um problema ambiental.
Uma iniciativa local converteu restos em produto, renda e visibilidade nacional, criando um exemplo de economia circular com impacto social.
O modelo une setor público e privado, e mostra caminhos para fortalecer Negócios de Impacto, conforme informação divulgada pela Imprensa do Governo de Alagoas.
Da casca ao design
O Projeto “Sururu: Conchas que Transformam”, criou uma cadeia produtiva que reaproveita as cascas do molusco para a fabricação de revestimentos e cobogós. A proposta nasceu da parceria entre o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade, a Portobello, empresas privadas, designers e artesãos alagoanos.
O trabalho combina tecnologia, tradição e criatividade para transformar toneladas de resíduos em materiais de acabamento e peças arquitetônicas que já chamam atenção em vitrines nacionais e internacionais.
Impacto social e moeda comunitária
Além do aspecto ambiental, o projeto prioriza o impacto social, comprando as conchas das marisqueiras cadastradas e gerando complemento de renda para essas mulheres.
O pagamento é feito por meio da Sururote, uma moeda social equivalente ao real, utilizada exclusivamente em estabelecimentos credenciados no Vergel do Lago, garantindo que os recursos movimentados pelas marisqueiras fortaleçam o comércio local. Toda a operação ocorre por meio do Banco Laguna.
Política pública e expansão
Segundo a Sedics, iniciativas como essa fazem parte da agenda estadual para estruturar políticas que estimulam a economia circular e valorizam iniciativas inovadoras, criando ambiente favorável para que modelos escalem.
A superintendente Camila Marinho destaca que “Para que algo seja considerado um Negócio de Impacto, é preciso ter como missão gerar transformação social ou ambiental, possuir um modelo financeiramente viável, ter o comprometimento com o monitoramento do impacto gerado e pode estar em qualquer estágio de desenvolvimento, desde uma ideia inicial até iniciativas já consolidadas”.
Para a secretária Alice Beltrão, “A Sedics tem trabalhado para fortalecer Negócios de Impacto que valorizem nossa cultura, promovam inclusão produtiva e apontem caminhos para um desenvolvimento mais sustentável e justo para todos”.
O que vem a seguir
O case do sururu já foi apresentado em eventos especializados e é citado como um dos principais exemplos de economia circular do país, demonstrando potencial de escalabilidade e inspiração para políticas públicas.
Ao fortalecer projetos que unem tradição, inovação e compromisso social, Alagoas busca mostrar que o desenvolvimento econômico do futuro passa pela valorização das pessoas e pelo cuidado com o meio ambiente, com os Negócios de Impacto no centro dessa transformação.