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Com adesões em alta na COP30, o pacto global para proteger manguezais prioriza o ecossistema costeiro, amplia a governança e integra comunidades em ações locais
Durante a COP30, em Belém, 46 governos aderiram ao pacto global para proteger manguezais, sinalizando maior ambição climática e o protagonismo das regiões litorâneas nas políticas públicas.
“Este grupo compartilha um compromisso comum de colocar os manguezais no centro da ação climática em políticas globais e ações locais”, diz Monique Galvão, diretora executiva da Rare no Brasil.
Segundo os organizadores, o Mangrove Breakthrough fortalece a governança ambiental integrada, com ações de governos locais, em parceria com comunidades tradicionais e pescadores, conforme divulgado na COP30, em Belém.
O que é o Mangrove Breakthrough
O pacto global para proteger manguezais busca centralizar o tema nas agendas climáticas e costeiras, conectando iniciativas locais e nacionais para que ações tenham alcance efetivo e resultados verificáveis.
Ao fortalecer a coordenação entre municípios, estados e União, a iniciativa facilita a execução de políticas, incentiva parcerias e amplia a proteção de áreas sensíveis em regiões estuarinas e costeiras.
Lideranças destacam papel local
“O futuro dos manguezais depende das pessoas que vivem com eles e cuidam deles todos os dias”, acrescenta Monique Galvão, ao reforçar o papel das comunidades que são guardiãs desses ecossistemas.
“O que vemos é um exemplo inspirador de como a liderança climática nasce nos territórios.”, destaca a diretora do Programa Marinho e Costeiro da Conservation International Brasil, Nátali Piccolo.
Próximos passos do pacto
Com 46 governos alinhados, o pacto global para proteger manguezais foca em transformar compromissos em ações locais, unindo níveis de governo e valorizando quem vive e trabalha nos manguezais.
Ao colocar os manguezais no centro da ação climática, a iniciativa reforça que esses ecossistemas são vitais para um futuro resiliente, como destacaram os organizadores durante a COP30, em Belém.