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Em mensagens nas redes, Lula destaca a força do afeto na política, cita a redemocratização e a posse em 2023, enquanto Caetano chora e relembra a parceria no clássico Transa
A morte de Jards Macalé, ator, músico e compositor, aos 82 anos, gerou comoção e tributos. Lula publicou homenagem e ressaltou a dimensão cívica do afeto defendida pelo artista.
Para o presidente, a leitura de Macalé sobre o amor dialoga com o país. Ele recordou encontros, a militância pela redemocratização e o compromisso com a valorização da cultura.
Caetano Veloso também se manifestou e rememorou a parceria no álbum Transa, de 1972. As declarações foram feitas em publicações nas redes sociais, segundo postagens do presidente e do cantor.
Homenagem de Lula e a união entre política e amor
“Jards Macalé dizia que o amor é um gesto político.”
“Essa visão de mundo me aproximou de Jards: política e amor devem andar juntos. Não podem ser separados.”
Lula ressaltou que esteve com o artista na luta pela redemocratização, e citou reencontros ao longo dos anos. O presidente lembrou que o músico participou de sua posse em 2023.
“Sempre defendeu a valorização da cultura e transformou seu talento e sua arte em uma luta constante contra o autoritarismo”.
Trajetória, redemocratização e presença na posse
Jards Macalé morreu nesta segunda-feira, 17, aos 82 anos. A notícia intensificou homenagens e relembrou a presença do artista em momentos simbólicos da vida pública recente.
Ao destacar que política e amor caminham juntos, Lula associou o legado do músico à defesa da democracia e à resistência ao autoritarismo.
O artista esteve na cerimônia de posse de Lula em 2023, fato citado pelo presidente como sinal da parceria histórica entre cultura e vida pública.
Caetano Veloso, amizade e o legado de Transa
“Sem Macalé não haveria ‘Transa’. Estou chorando porque ele morreu hoje. Foi meu primeiro amigo carioca da música.”
“Fui parar na casa de Macalé. E ele tocou violão. Me encantei”, disse Caetano Veloso, ao lembrar o início da amizade e da colaboração artística.
“Ele tocou com Beta, lançou composições, chamei-o para Londres e ‘Transa’. Na volta, ele e eu seguimos na música. Que a música siga mantendo a essência desse ipanemense amado”.
As lembranças de Caetano ressaltam a importância de Transa, de 1972, e reafirmam o papel de Jards Macalé na música brasileira, com impacto estético e político duradouro.