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A endocrinologista Magda Freire, do Hospital do Coração Alagoano, fez um alerta nesta semana sobre a relação direta entre o diabetes e o risco cardiovascular. Segundo a médica, pessoas com a doença têm de duas a quatro vezes mais chances de sofrer infartos e outras complicações no coração, resultado do impacto da hiperglicemia crônica sobre os vasos sanguíneos.
“A glicose alta danifica os vasos, provoca inflamação e acelera a formação de placas, favorecendo o surgimento de problemas como hipertensão, insuficiência cardíaca, arritmias e até doença renal”, explica a especialista. Ela reforça que o controle da glicemia é fundamental, mas não suficiente: fatores como colesterol elevado, histórico familiar, tabagismo e obesidade também contribuem para elevar os riscos.
O alerta é ainda mais importante diante da frequência de infartos silenciosos em pessoas com diabetes, muitas vezes sem dor no peito, por conta da neuropatia diabética. “Falta de ar, fadiga, tontura ou inchaço nas pernas podem ser sinais de alerta”, destaca Magda.
A médica orienta que o cuidado com o coração deve começar logo após o diagnóstico do diabetes, com avaliação do perfil de risco cardiovascular individual, exames específicos e acompanhamento médico contínuo. “O ideal é um tratamento conjunto entre endocrinologistas e cardiologistas, para garantir uma abordagem integrada”, recomenda.
As estratégias mais eficazes para reduzir o risco incluem:
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Controle da glicemia com medicamentos adequados (inclusive cardioprotetores)
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Controle da pressão arterial e do colesterol
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Prática regular de exercícios físicos
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Alimentação equilibrada e saudável
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Interrupção do tabagismo
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Tratamento do sobrepeso e obesidade
O Hospital do Coração Alagoano, referência no atendimento cardiovascular em Alagoas, disponibiliza equipe multiprofissional especializada, incluindo endocrinologistas, cardiologistas e nefrologistas, com foco em prevenção e manejo das complicações associadas ao diabetes.
“Você é mais do que seu diagnóstico. Com acompanhamento adequado e hábitos saudáveis, é possível viver com qualidade e segurança”, finaliza a médica.