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VSR em bebês tem queda no Brasil, mas atenção persiste em 5 estados, aponta Fiocruz
Os casos do vírus sincicial respiratório (VSR), uma das principais causas de bronquiolite em crianças pequenas, têm apresentado uma tendência de queda em grande parte do Brasil. A informação é do Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
A diminuição das hospitalizações por VSR tem sido o principal fator por trás da redução de Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) em crianças de até 4 anos. Contudo, a incidência do vírus ainda se mantém em níveis preocupantes em algumas regiões do país.
Cinco unidades da federação ainda registram incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, com sinais de crescimento na tendência de longo prazo. São elas: Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Queda em diferentes faixas etárias
A redução geral nos casos de SRAG em crianças é multifacetada. Enquanto a diminuição do VSR impacta os mais novos, a queda em jovens, adultos e idosos está ligada principalmente à menor circulação de influenza A. Entre crianças de 5 a 14 anos, o rinovírus tem apresentado menos casos graves.
A Fiocruz reforça a importância de manter medidas de higiene respiratória, como a lavagem frequente das mãos, cobrir a boca ao tossir ou espirrar e o isolamento em caso de sintomas gripais. O uso de máscaras em ambientes públicos, quando o isolamento não é possível, também é recomendado.
Incidência e mortalidade: um retrato nacional
O estudo da Fiocruz também aponta que o impacto do VSR é mais elevado em crianças de até 2 anos, enquanto a mortalidade por SRAG afeta mais severamente a população com 65 anos ou mais. Nos idosos, o vírus influenza A é a principal causa de mortalidade, e para este, há vacina disponível no SUS.
No acumulado de 2026, foram notificados 115.203 casos de SRAG. Desses, 52,3% testaram positivo para algum vírus respiratório. O VSR representa 40,2% dos casos positivos, seguido por rinovírus (30,2%), influenza A (20,8%), influenza B (4,5%) e Sars-CoV-2 (4,5%).
Matéria produzida pela redação jornalística especializada do portal, com base em fontes verificadas e dados oficiais.