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Brasil é o primeiro país latino-americano a produzir jatos supersônicos, com a Embraer e a Saab finalizando a montagem do primeiro F-39E Gripen no país
O Brasil alcançou um marco industrial ao concluir a montagem no país do primeiro jato de caça supersônico F-39E Gripen, produzido pela Embraer em parceria com a Saab, em Gavião Peixoto.
A entrega da unidade nacional, exibida ao público no final de março, integra o Programa FX-2 que visa modernizar a Força Aérea Brasileira, com parte da produção sendo transferida para a planta brasileira.
O acordo prevê montagem de 15 unidades no Brasil, pacote de offsets avaliado em US$ 9 bilhões e transferência de tecnologia, com treinamento de engenheiros e geração de empregos, conforme reportagem da Revista Pesquisa FAPESP e informações da Embraer e Saab.
O acordo FX-2 e o pacote de compensações
O contrato assinado em 2014 prevê inicialmente 36 aeronaves, posteriormente ampliadas, e estipulou que 15 jatos seriam montados na planta da Embraer em Gavião Peixoto, com offsets industriais significativos.
Empresas brasileiras e transferência de tecnologia
Quatro empresas nacionais tiveram papel-chave: AEL Sistemas nos displays e visor de capacete, Akaer em estruturas, Saab Brasil em aeroestruturas e sensores, e Atech em simuladores e estações de missão.
Capacidades do F-39E e impacto operacional
O Gripen F-39E tem 15,2 m de comprimento, velocidade de até 2.470 km/h, autonomia de até duas horas e meia, alcance de 4.000 km sem armas e 1.500 km com armamento, e reabastecimento em voo.
Desafios orçamentários e horizonte de exportação
O projeto enfrentou restrições orçamentárias que afetaram cronogramas e a produção do modelo biposto no Brasil, mas a Saab e a Embraer destacam potencial de exportação e fortalecimento do parque industrial nacional.
Matéria produzida pela redação jornalística especializada do portal, com base em fontes verificadas e dados oficiais.