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domingo, junho 14, 2026

Drones armados ganham destaque no Parque Tecnológico de Defesa de Campinas, projeto nacional busca autonomia estratégica com Exército, indústria e universidades

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Nos dias 8 e 9 de junho de 2026, representantes do Exército, universidades e indústria discutiram em Campinas o desenvolvimento de drones armados, defesa cibernética e soberania tecnológica

O desenvolvimento de drones armados nacionais e a cooperação entre Exército Brasileiro, indústria e universidades foram temas centrais do 1º Workshop do Parque Tecnológico de Defesa e Segurança de Campinas.

O encontro teve como foco colher contribuições do ecossistema tecnológico da região para consolidar o parque e alinhar expectativas sobre seu funcionamento futuro.

Participaram do evento autoridades como o General de Brigada Douglas Corbari Corrêa, o General de Exército Veterano Francisco Carlos Modesto e o Coronel Alexandre Horstmann, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.

Parque tecnológico e a tríplice hélice da inovação

O workshop destacou a necessidade de fortalecer a tríplice hélice, ou seja, a interação entre governo, academia e setor produtivo para transformar pesquisa em produtos aplicáveis à Defesa.

A região de Campinas reúne universidades, institutos e empresas tecnológicas que podem acelerar projetos de pesquisa aplicada, inclusive no campo dos drones armados.

O objetivo é que o Parque Tecnológico de Defesa e Segurança de Campinas atue como elo entre essas capacidades e a Base Industrial de Defesa.

Como os drones armados foram abordados

Durante a palestra do Coronel Alexandre Horstmann, representante da Diretoria de Fabricação do Exército, foram apresentados projetos que podem contribuir para o fortalecimento do parque.

A discussão considerou o papel crescente dos sistemas não tripulados em vigilância, reconhecimento, aquisição de alvos e apoio ao combate.

Especialistas ouvidos no workshop defenderam que o desenvolvimento nacional de drones armados pode ampliar a autonomia estratégica, reduzir dependência externa e estimular a indústria nacional de Defesa.

Defesa cibernética e tecnologias emergentes

O evento também recebeu representantes de defesa cibernética, entre eles o General de Brigada Marcos Lehmkuhl de Souza, chefe do Centro de Defesa Cibernética.

A crescente digitalização de sistemas militares torna a segurança cibernética um pilar da Defesa contemporânea, por isso o parque incentivará projetos de proteção de redes, inteligência artificial e sensores avançados.

Essa combinação de capacidades pode posicionar o PTDSC como um ambiente de inovação relevante na América Latina.

Produzindo soberania por meio da inovação

O lema apresentado no encontro, “Produzindo Soberania”, sintetiza a ambição estratégica do projeto, que vai além do desenvolvimento de produtos, buscando criar um ecossistema de conhecimento.

Além dos ganhos para a Defesa Nacional, espera‑se que o parque gere empregos qualificados, atraia investimentos e fomente novas empresas voltadas a tecnologias estratégicas.

Nos próximos meses, a expectativa é que iniciativas envolvendo drones armados avancem na pauta do PTDSC, com projetos integrando universidades, indústria e o Sistema de Fabricação do Exército.

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