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quarta-feira, junho 3, 2026

Caramujo Africano em Alagoas: Bióloga alerta para riscos de doenças graves

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Caramujo Africano em Alagoas: Bióloga alerta para riscos de doenças graves

A presença do caramujo africano, espécie invasora originária do continente africano, tem gerado preocupação em Alagoas. A bióloga Bruna Mesquita, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), ressalta que o molusco não representa apenas um problema ambiental e econômico, mas também um vetor de doenças sérias para os seres humanos.

A pesquisadora destaca que o clima quente e úmido, característico de diversas regiões alagoanas, favorece a rápida reprodução do Achatina fulica. Facilmente encontrado em quintais, hortas e terrenos baldios, o caramujo africano já é uma realidade em pelo menos 23 estados brasileiros, exigindo atenção redobrada da população.

Entre as enfermidades transmitidas pelo contato com o molusco ou com alimentos contaminados por suas fezes e secreções estão a meningite eosinofílica e a angiostrongilíase abdominal. Conforme informado pela Sesau, a falta de predadores naturais no Brasil contribui para a sua proliferação descontrolada.

Medidas de Prevenção e Manejo

A principal forma de evitar infestações e a consequente disseminação de doenças é através da limpeza e do manejo adequado de quintais, jardins e terrenos. A bióloga da Sesau enfatiza que a prevenção começa com a manutenção desses espaços livres de focos que atraem e abrigam os caramujos.

A remoção manual dos moluscos é possível, mas requer cuidados rigorosos para evitar a exposição a patógenos. É fundamental o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como luvas e botas de borracha, para manusear os animais com segurança e prevenir contaminações.

Como Descartar Corretamente os Caramujos

Após a coleta manual, Bruna Mesquita orienta um procedimento específico para o descarte seguro dos caramujos africanos. Os animais devem ser colocados em um recipiente, como um balde, e cobertos com água sanitária. O recipiente deve permanecer fechado por 24 horas.

Após esse período de imersão na solução de água sanitária, os moluscos devem ser descartados em via pública seca, e o líquido acumulado no balde pode ser despejado no sistema de esgoto. Essa metodologia visa eliminar os agentes patogênicos que os caramujos possam carregar.

Atenção aos Sintomas e Grupos de Risco

Em caso de contato com o caramujo africano, é crucial estar atento ao surgimento de sintomas como febre e mal-estar. A bióloga da Sesau recomenda que qualquer indivíduo que apresente tais sinais após o contato procure imediatamente a unidade de saúde mais próxima para avaliação e diagnóstico precoce.

Crianças, idosos e pessoas com o sistema imunológico comprometido são considerados grupos de maior vulnerabilidade. Esses indivíduos têm um risco aumentado de desenvolver quadros graves das doenças transmitidas pelo caramujo, tornando essencial uma vigilância ainda mais rigorosa e busca rápida por atendimento médico.

Matéria produzida pela redação jornalística especializada do portal, com base em fontes verificadas e dados oficiais.

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