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quarta-feira, junho 3, 2026

Mutirão da Mulher do MS: Mais de 230 mil procedimentos realizados em um fim de semana dedicado à saúde feminina

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Mutirão da Mulher do MS realiza 230 mil procedimentos, priorizando saúde feminina e reduzindo filas do SUS

Um mutirão nacional histórico, envolvendo cerca de mil hospitais e centros de saúde públicos e privados, alcançou a impressionante marca de mais de 230 mil procedimentos de saúde neste último fim de semana. A iniciativa, focada no público feminino em celebração ao mês da mulher, é uma extensão do programa federal Agora Tem Especialistas, que visa diminuir a espera por tratamentos de média e alta complexidade no Sistema Único de Saúde (SUS).

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a magnitude do evento, afirmando que se trata do “maior mutirão da história do SUS, dedicado exclusivamente à saúde da mulher”. A ação visa oferecer exames essenciais para o diagnóstico precoce, consultas especializadas e cirurgias eletivas, beneficiando milhares de brasileiras que aguardavam por atendimento.

Conforme divulgado pelo Ministério da Saúde, os procedimentos incluíram desde exames como tomografias, ressonâncias magnéticas e ultrassonografias, até cirurgias ginecológicas, como histerectomia e reconstrução mamária, além de cirurgias gerais como catarata e retirada de hérnias. O apoio das secretarias estaduais e municipais de saúde foi fundamental na regulação das pacientes que estavam na fila de espera.

Ampliação do acesso e novas estratégias para o SUS

A estratégia do programa Agora Tem Especialistas, que impulsionou este mutirão, envolveu uma nova tabela de pagamentos do SUS, com aumentos significativos nos repasses para cirurgias e exames. Além disso, houve a troca de dívidas tributárias de hospitais privados por atendimento a pacientes do SUS, o que, segundo o ministro, contribuiu para um recorde de 14,7 milhões de cirurgias eletivas em 2025, um aumento de 40% em relação a 2022.

A realização de mutirões periódicos também se mostra uma ferramenta eficaz na redução da fila do SUS, que sofreu um represamento de demanda após a suspensão temporária de procedimentos eletivos e exames especializados durante a pandemia de Covid-19. Essa ação coordenada fortalece o sistema público de saúde.

Prevenção e dignidade para as mulheres

Um dos destaques do mutirão foi a oferta de 3,8 mil unidades do Implanon, conhecido como chip anticoncepcional, um método contraceptivo subdérmico de alta eficácia e longa duração, oferecido gratuitamente pelo SUS, onde na rede privada pode custar até R$ 3 mil. O ministro Padilha ressaltou que, em março, mês da mulher, a iniciativa visa oferecer não apenas presentes, mas principalmente “dignidade”.

Histórias de sucesso já surgem, como a de Roseane Cunha, 41 anos, que após quatro anos de espera, recebeu um aparelho auditivo durante o mutirão. Ela expressou sua felicidade em poder ouvir melhor, um avanço significativo em sua qualidade de vida. Cristina Pereira Gonçalves, 42 anos, também foi beneficiada com óculos e encaminhamento para cirurgia oftalmológica, elogiando a profundidade do atendimento recebido.

Fortalecimento do SUS através da mobilização

O gerente de Atenção à Saúde do Hospital Universitário de Brasília (HUB), Rodolfo Lira, um dos hospitais participantes, enfatizou que a mobilização assistencial qualificada e resolutiva “fortalece o SUS ao concentrar esforços, integrar equipes multiprofissionais e otimizar a capacidade instalada dos hospitais universitários em benefício direto da população”. O HUB, por exemplo, realizou cerca de 800 atendimentos no fim de semana, incluindo procedimentos oncológicos e sessões de radioterapia.

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