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quarta-feira, junho 3, 2026

AIAB pede que Brasil lidere mobilidade aérea avançada com sandbox regulatório, ANAC e Embraer na definição global de regras para eVTOL

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Entidade quer autorização controlada para testes de eVTOL, acelerar investimentos, e garantir protagonismo brasileiro na formulação das normas de mobilidade aérea avançada

A Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil, AIAB, defende que o País acelere a criação de um ambiente regulatório para a mobilidade aérea avançada.

No centro da proposta está a criação de um sandbox regulatório junto à ANAC, com testes controlados de eVTOL para carga e passageiros, com ou sem piloto a bordo.

A AIAB argumenta que a iniciativa pode acelerar validação tecnológica, modelos operacionais e atrair investimentos para a indústria brasileira.

conforme artigo assinado pelo presidente da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (AIAB), Julio Shidara.

Sandbox regulatório, o passo estratégico

A proposta da AIAB prevê autorização controlada para ensaios em ambientes urbanos e regionais, com foco em segurança e integração ao espaço aéreo. O objetivo é permitir testes de operação para transporte de cargas e passageiros, com ou sem piloto.

Para a entidade, o sandbox regulatório é fundamental para acelerar a validação tecnológica e a construção de uma base regulatória nacional robusta, que suporte a expansão da mobilidade aérea avançada no Brasil.

Com regras claras e ambiente de testes, o País tende a atrair investimento privado, fortalecer cadeias locais de fornecimento, e preparar empresas para competir no mercado global.

Participação brasileira nas normas internacionais

Segundo a AIAB, a atuação do Brasil em fóruns internacionais é decisiva para evitar dependência de regras definidas por outros países.

“o primeiro Simpósio de Mobilidade Aérea Avançada, realizado em Montreal em 2024, e deve avançar com novos encontros internacionais até a próxima Assembleia Geral da entidade, prevista para setembro de 2028.”

“Dados do setor indicam que a maior parte da demanda futura por mobilidade aérea avançada estará concentrada fora da América Latina, especialmente na região Ásia-Pacífico.”

A AIAB defende participação ativa do País na formulação de normas mínimas globais para projeto, fabricação e operação de aeronaves eVTOL, para preservar competitividade e autonomia tecnológica.

Vantagens brasileiras e próximos passos

Para a entidade, o Brasil já tem pontos favoráveis que podem ser ampliados, e a AIAB aponta atores nacionais como diferencial competitivo.

“A ANAC é reconhecida internacionalmente pela qualidade de sua atuação regulatória, enquanto o projeto de eVTOL da Eve Air Mobility, empresa do grupo Embraer, lidera intenções de compra no mercado mundial.”

Com base nessas vantagens, a AIAB sugere que autoridades e setor privado acelerem esforços para regulamentar testes, fomentar P&D, e estruturar cadeia produtiva, garantindo assim protagonismo brasileiro na mobilidade aérea avançada.

O apelo da AIAB aponta ainda para a necessidade de alinhamento entre governo, ANAC e indústria, visando posicionar o Brasil entre os formuladores globais das regras e beneficiários da nova economia dos eVTOL.

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