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quarta-feira, junho 3, 2026

Diplomacia subnacional em foco, ADESG-AL recebe Júlio César para debater Canal do Sertão, economia criativa, tecnologia e soberania no CEPE 2025

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Secretário apresentou projetos estruturantes, missões internacionais e estratégias de atração de investimentos, defendendo planejamento, patentes e água como vetor econômico

A Associação de Diplomados da Escola Superior de Guerra, Delegacia de Alagoas, promoveu um encontro com estagiários do CEPE 2025 para discutir desenvolvimento e segurança, em uma ação de formação e articulação.

No evento, o secretário de Estado de Relações Federativas e Internacionais expôs dados, diretrizes e projetos considerados centrais para o futuro econômico e estratégico de Alagoas.

As informações apresentadas enfatizaram a conexão entre planejamento estadual, inovação tecnológica e inserção internacional, conforme informação divulgada pela Associação de Diplomados da Escola Superior de Guerra – Delegacia de Alagoas (ADESG-AL).

Planejamento estratégico e a força da diplomacia subnacional

O secretário descreveu a secretaria como um elo entre o Estado, o Governo Federal, embaixadas e investidores, com foco na captação de recursos, interlocução com ministérios, acompanhamento de convênios e atração de investimentos.

Ele afirmou que o ambiente federativo brasileiro está mais competitivo, que a reforma tributária e o fim gradual da chamada guerra fiscal exigem dos estados oferecer planejamento, segurança jurídica e infraestrutura.

Nesse contexto, a diplomacia subnacional deixou de ser acessória, passando a ser uma ferramenta central de desenvolvimento, com missões internacionais e parcerias acadêmicas como instrumentos de captação de conhecimento e investimentos.

Canal do Sertão, segurança alimentar e transformação econômica

O Canal do Sertão foi apresentado como a principal obra estruturante do estado nas últimas décadas, mais do que um projeto hídrico, um vetor de transformação econômica e equilíbrio regional.

Segundo a apresentação, a presença da água altera o potencial produtivo do semiárido, reduz a dependência de carros-pipa e abre espaço para agricultura irrigada, produção em escala e inserção no mercado externo.

O secretário citou o exemplo de polos como Petrolina, em Pernambuco, cuja vocação exportadora se consolidou a partir da infraestrutura hídrica e da organização produtiva, e ressaltou que infraestrutura isolada não gera riqueza sem planejamento complementar.

Para gerar impacto macroeconômico, são necessários definição de culturas estratégicas, mecanização, logística, crédito rural, capacitação técnica e integração com mercados internacionais.

Economia criativa, tecnologia, patentes e cultura de mérito

Outro eixo da apresentação foi a economia criativa, com destaque para o programa estadual de formalização e internacionalização do artesanato, regulamentação da profissão de artesão, emissão de carteiras profissionais, capacitação e inserção em plataformas digitais globais.

A estratégia busca transformar o artesanato em ativo econômico estruturado, ampliando renda, formalização e exportação, com marketplaces internacionais como mecanismo de democratização do acesso ao mercado global.

O secretário também enfatizou a importância das patentes e da inovação tecnológica, citando modelos internacionais, como os sistemas tecnológicos da Índia e a concentração de patentes na Europa, para mostrar que soberania e poder no século XXI dependem de domínio tecnológico.

Em suas palavras, “soberania no século XXI passa por domínio tecnológico, planejamento e inserção estratégica no sistema internacional“, frase destacada ao dialogar com os participantes do CEPE.

Missões, formação e participação cidadã

Foram mencionadas missões internacionais feitas na Índia, Europa e Oriente Médio, além de articulações com universidades e centros de inovação no exterior, como parte da estratégia de observação de modelos e atração de know-how.

Ao dialogar com os estagiários, o secretário reforçou valores da formação militar, como disciplina, mérito e planejamento, e destacou a importância da responsabilidade institucional e da capacitação contínua para a gestão pública.

O encontro, segundo a ADESG-AL, teve caráter formativo e estratégico, reiterando a convergência entre desenvolvimento econômico, planejamento e Cultura de Defesa Nacional.

Para acompanhar as atividades e enviar sugestões ou correções, a ADESG-AL orienta contato com o Defesa em Foco pelo WhatsApp 21 99459-4395.

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