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Alagoas é apontado como ponto estratégico na rota do comércio ilegal de armas e munições no Nordeste, segundo a Polícia Federal.
Uma operação de grande porte, comandada pela Superintendência da Polícia Federal da Bahia, desarticulou uma complexa rede de tráfico de armas na região. A ação, que cumpriu mandados judiciais em três estados, teve como alvos integrantes de uma quadrilha especializada na venda ilegal de armamento, revelando a participação de servidores públicos e policiais militares no esquema.
A investigação, batizada de “Operação Fogo Amigo II”, é uma continuação de uma primeira etapa deflagrada em maio de 2024. A ação teve como foco principal os estados da Bahia, Alagoas e Pernambuco, visando combater a circulação de armas de fogo e munições em desacordo com a legislação vigente.
A Polícia Federal informou que a operação resultou na apreensão de mais de 700 armas e mais de 100 mil munições nos estados de Alagoas e Pernambuco. Além disso, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão e executado o sequestro de bens e o bloqueio de valores dos investigados, totalizando R$ 10 milhões. O afastamento de funções públicas de alguns envolvidos também foi determinado, reforçando a suspeita de envolvimento de agentes do Estado.
Ação Policial em Território Alagoano
Em Alagoas, a Polícia Federal realizou diligências em Arapiraca, no Agreste, onde agentes estiveram em uma loja de armas e munições no centro da cidade. Houve também movimentação de federais em Marechal Deodoro e no quartel do Exército em Maceió. A assessoria de comunicação da PF em Alagoas informou que a operação foi centralizada pela Superintendência da Bahia e que o material humano local foi fornecido de forma emergencial, sem detalhes sobre a investigação.
Apesar da falta de informações detalhadas pela PF local, a imprensa baiana divulgou que a venda ilegal de armamento em Alagoas e Pernambuco foi o foco principal da operação. Os alvos da ação seriam policiais militares, colecionadores de armas e lojistas que atuavam de forma criminosa na região.
Servidores Públicos e Policiais na Mira da Justiça
Segundo a Polícia Federal, a investigação aponta para o envolvimento de servidores públicos e policiais militares na quadrilha. Essa constatação levou ao afastamento de alguns deles de suas funções públicas. A colaboração do Exército Brasileiro tem sido fundamental para o sucesso da investigação, dada a natureza do material apreendido.
A operação teve como alvos, segundo informações apuradas pela TV Bahia, Gabriel Fonseca Torres (PM de Pernambuco), José Lucas da Silva Santana, Wallas Mota de Andrade (PM de Sergipe), Tiago Cosmo da Silva (PM da Bahia), André Filipe Silva Souza (PM de Pernambuco), Olexsandro Rodrigues da Silva e Oslean Rodrigues da Silva. Os advogados dos acusados não foram localizados para comentar o caso.
‘Operação Fogo Amigo II’ e Continuidade das Investigações
A “Operação Fogo Amigo II”, como foi batizada, é uma continuação de uma ação anterior, indicando a persistência do problema do tráfico de armas na região. A PF baiana destacou que os investigados atuavam nos estados da Bahia, Alagoas e Pernambuco, com a prisão preventiva de 20 pessoas e o cumprimento de 33 mandados de busca e apreensão.
Os endereços vistoriados incluíram locais residenciais e comerciais dos investigados em municípios pernambucanos como Araripina e Petrolina, além de cidades alagoanas como Maceió, Arapiraca e Marechal Deodoro. A Polícia Federal optou por não divulgar os nomes dos investigados para não comprometer o andamento das investigações, que seguem em curso e podem levar à deflagração de novas operações.