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Lançamento previsto para 2027 a partir do Centro Espacial de Kourou vai integrar dados para AQUAE e SABIA-Mar, fortalecendo capacidade nacional de sensoriamento remoto e gestão ambiental
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais formalizou o contrato de lançamento do satélite Amazonia-1B, um passo considerado relevante para a soberania espacial brasileira e para o monitoramento ambiental e hídrico do país.
O lançamento está programado para 2027, a bordo do foguete Vega-C, a partir do Centro Espacial Europeu de Kourou, na Guiana Francesa, e o satélite segue em integração e testes nas instalações do INPE.
A viabilização do acordo contou com a atuação conjunta do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Agência Espacial Brasileira e da Financiadora de Estudos e Projetos, e o contrato de lançamento foi firmado com a empresa norte-americana SpaceLaunch, conforme informação divulgada pelo INPE.
Desenvolvimento e plataforma nacional
Desenvolvido integralmente no Brasil, o Amazonia-1B utiliza a Plataforma Multimissão, tecnologia nacional projetada para acolher diferentes cargas e missões de observação da Terra.
O reaproveitamento da plataforma reduz custos e encurta prazos de desenvolvimento, além de consolidar a autonomia tecnológica, com impactos diretos na capacidade de projetar e operar sensores brasileiros a partir de infraestruturas nacionais.
Logística do lançamento e parceiros internacionais
O uso do foguete Vega-C, fabricado pela italiana Avio, foi escolhido pela confiança técnica e pela continuidade do acesso ao espaço para satélites de sensoriamento remoto.
Embora o serviço de lançamento esteja contratado junto à SpaceLaunch, a articulação institucional para viabilizar a missão envolveu o INPE, o MCTI, a AEB e a FINEP, responsáveis pelo planejamento e pelos recursos que sustentam o programa espacial.
Aplicações para monitoramento hídrico e colaboração científica
O Amazonia-1B terá papel central na missão AQUAE, destinada ao monitoramento dos recursos hídricos nacionais, fornecendo dados essenciais para políticas públicas e gestão de bacias.
Além disso, o satélite será parte da contribuição brasileira à missão internacional SABIA-Mar, realizada em parceria com a Argentina, voltada à observação dos oceanos, águas continentais e zonas costeiras.
Próximos passos e impacto estratégico
Com a assinatura do contrato de lançamento, o cronograma prevê a conclusão da integração e dos testes no INPE, seguida pela logística de envio ao ponto de lançamento em Kourou e a operação em órbita a partir de 2027.
Essa continuidade de lançamentos e a consolidação de tecnologias críticas ampliam a autonomia estratégica do Brasil no monitoramento do próprio território, com dados que suportam planejamento ambiental e desenvolvimento sustentável.