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Conheça os sinais da hanseníase, como ocorre a transmissão, a importância do diagnóstico precoce e o tratamento pelo SUS que interrompe a contaminação em 72 horas
O Janeiro Roxo marca a mobilização nacional contra a hanseníase, com orientações sobre prevenção e tratamento para reduzir estigma e atrasos no diagnóstico.
Nos municípios de Alagoas, a Secretaria de Estado de Saúde reforça a necessidade de procurar atendimento médico ao notar manchas na pele ou perda de sensibilidade.
Nas próximas seções explicamos o que é a doença, como é feita a prevenção, e como funciona o tratamento distribuído pelo Sistema Único de Saúde, conforme informação divulgada pelo Governo de Alagoas.
O que é hanseníase e quais são os sinais
Hanseníase é uma doença infectocontagiosa de evolução crônica, causada por bacilos do gênero Mycobacterium, que afeta pele e nervos periféricos. A identificação precoce é essencial para evitar incapacidades.
Conforme declaração técnica citada pela Sesau, “A hanseníase é uma doença antiga que ainda carrega um forte estigma social e se destaca pelo aparecimento de manchas brancas e avermelhadas na pele e comprometimento dos nervos periféricos. A pessoa acometida pela doença também pode sentir sensação de formigamento nas mãos e pés, diminuição ou perda da sensibilidade e nódulos no corpo, alguns deles, dolorosos”, destacaram as autoridades de saúde locais.
Como ocorre a transmissão e como prevenir
A transmissão da hanseníase ocorre principalmente por contato próximo e prolongado com pessoas infectadas, especialmente na forma multibacilar, que apresenta muitas lesões e que não estão em tratamento.
Sobre as vias de contágio, a Sesau detalha que “Ela é transmitida pelas vias aéreas superiores, no caso das pessoas que convivem com pacientes na forma avançada da doença, chamada de multibacilar, caracterizada por muitas lesões e que não estão em tratamento. Com a medicação, a transmissão é interrompida após 72 horas que o paciente toma a primeira dose supervisionada do tratamento, que dura de seis a doze meses.”
Tratamento pelo SUS e orientação para a população
O tratamento da hanseníase é oferecido gratuitamente pelo SUS e é essencial que o paciente inicie o esquema terapêutico o quanto antes para interromper a cadeia de transmissão e reduzir complicações.
Em nota, a Sesau reforça que “Os remédios são distribuídos exclusivamente pela Rede Pública de Saúde e não podem ser adquiridos em farmácias. Por isso, é essencial que as pessoas procurem o atendimento médico de forma regular”, ressaltou Itanielly Queiroz.
O que fazer ao suspeitar de hanseníase
Ao notar manchas na pele que não somem, perda de sensibilidade, formigamento ou nódulos, busque a unidade básica de saúde mais próxima para avaliação. O diagnóstico precoce aumenta a chance de cura sem sequelas.
A continuidade do acompanhamento e o tratamento supervisionado garantem que a transmissão seja interrompida rapidamente, e a orientação médica e familiar ajuda a reduzir o estigma social que ainda cerca a hanseníase.