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Na manhã do aniversário do Batalhão de Incêndio, cerca de 55 militares percorreram 16 quilômetros entre Santos Dumont e Trapiche da Barra, em Maceió, em atividade que uniu educação física, disciplina e teste de resistência com equipamento de proteção
O dia foi marcado por uma marcha de 16 quilômetros, realizada por cerca de 55 militares, como forma de comemorar os 50 anos da unidade e ao mesmo tempo aprimorar o preparo físico necessário às operações de combate a incêndios.
A atividade partiu do Batalhão de Incêndio, no bairro Santos Dumont, e terminou no Quartel do Comando-Geral, no Trapiche da Barra, levando aproximadamente quatro horas para ser concluída, com todos os participantes usando uniforme e equipamentos de proteção individual.
O objetivo foi fortalecer a capacidade operacional e o autoconhecimento dos bombeiros, fundamentais para segurança nas missões, além de celebrar cinco décadas de atuação dedicada à população alagoana, conforme informação divulgada pelo Governo de Alagoas
A marcha, o treino e o simbolismo da rotina
A caminhada simulou a rotina extenuante enfrentada em ocorrências reais, sobretudo quando os militares atuam com EPI por períodos prolongados.
De acordo com a organização, a marcha durou cerca de quatro horas e teve participação integrada de profissionais da Academia de Bombeiro Militar, do grupamento de Arapiraca, do Batalhão de Incêndio em Maceió e do Quartel do Comando-Geral.
Ao final, houve um momento de confraternização com um coffee break, e os participantes relembraram desafios e conquistas da corporação.
Citação do comandante e análise do preparo
O comandante do Batalhão de Incêndio, tenente-coronel Kenzo, destacou a importância do exercício como ferramenta de preparação. Ele afirmou, literalmente, “O que parece ser fácil, como uma caminhada de 16 quilômetros, acaba não sendo tão simples assim, principalmente quando se está utilizando o EPI. Em uma ocorrência, o bombeiro geralmente não atua por mais de quatro horas. Se a operação durar duas horas ou mais, haverá revezamento. Nunca havíamos realizado uma atividade física com o equipamento por um período tão prolongado. Por isso, é muito importante que o bombeiro se conheça e reconheça os seus limites. Esse preparo ocorre durante o treinamento justamente para que ele não precise ultrapassá-los em uma ocorrência, evitando riscos à própria vida e comprometimento do resultado da missão.”
A declaração reforça que além da celebração, a marcha teve foco prático, ao testar resistência, coordenação e a logística de revezamento em operações que podem se estender por horas.
Cinco décadas de história e origem do Batalhão de Incêndio
A atuação em combate a incêndios foi o ponto de partida para a criação do Corpo de Bombeiros em Alagoas, depois de um incêndio em 1947 que atingiu a então Casa das Tintas, deixando cerca de 25 famílias desabrigadas, conforme relato histórico da corporação.
O Batalhão de Incêndio foi criado oficialmente em 29 de dezembro de 1975, com a missão de manter e especializar o serviço original de combate a chamas no estado.
Segundo as informações da corporação, a instituição como um todo completou 78 anos neste ano, e o Batalhão de Incêndio mantém viva a vocação inicial do Corpo de Bombeiros, atuando em incêndios residenciais, comerciais e em vegetação.
Formação, cursos e a atuação na região metropolitana
O Batalhão de Incêndio também funciona como centro de formação e padronização, oferecendo cursos como combate a incêndio ofensivo, operador de combate a incêndio e combate a incêndio florestal.
Esses treinamentos são apontados como fundamentais para garantir uma atuação segura e eficaz, tanto na capital quanto nas regiões metropolitanas atendidas pelo CBMAL.
Ao celebrar 50 anos, a unidade reafirmou compromisso com a proteção da população e com a continuidade de práticas que unem tradição, preparo físico e especialização técnica.