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Parceria entre Prefeitura, Santa Casa e Secretaria de Educação prevê aulas dentro da instituição, adaptação pedagógica e apoio emocional para crianças em tratamento oncológico
A vereadora Jeannyne Beltrão apresentou na sessão desta quarta-feira a importância de criar mecanismos para que crianças em tratamento oncológico não percam o ano letivo por causa da doença.
A iniciativa da Santa Casa foi levada à parlamentar em reunião com representantes da instituição e com o secretário municipal de Educação, buscando integrar saúde e ensino para reduzir a evasão e a repetência.
O objetivo é adaptar a rede municipal ao ritmo do tratamento, oferecendo aulas no hospital, acompanhamento pedagógico e preservação da autoestima dos alunos, conforme informação divulgada pela Dicom/CMM.
Como funciona a proposta
O projeto apresentado pela Santa Casa prevê que as crianças recebam aulas dentro da instituição, com equipe pedagógica alinhada à Secretaria Municipal de Educação, respeitando o ritmo de tratamento e as limitações dos alunos.
Na apresentação, participaram Estela Goes, gestora administrativa, Luana Bomfim, diretora médica, e Carlos André, diretor de negócios da Santa Casa, que detalharam a estrutura para receber os alunos e manter a progressão escolar.
Argumentos e dados citados
Segundo a vereadora Jeannyne Beltrão, é preciso evitar que a saúde determine a perda do ano escolar. A parlamentar ressaltou o trabalho da Santa Casa e trouxe a seguinte afirmação, destacando a gravidade da questão e a necessidade de ação imediata,
“Crianças que estão em tratamento oncológico acabam repetindo de ano devido à uma questão de saúde. Essas crianças não podem ficar para trás. A Santa Casa tem feito um grande trabalho com essas crianças, e o resultado é que 75% delas, conseguem se salvar, dar continuidade a sua vida, mas o atraso de ensino ainda é grande por causa de todas as adversidades que o câncer ocasiona”
O dado citado, de que 75% delas conseguem sobreviver e prosseguir com a vida, foi usado para justificar a urgência de integrar educação e tratamento, minimizando o impacto pedagógico do câncer.
Impacto na rede municipal e próximos passos
Em reunião com o secretário Rogério Lima, a vereadora discutiu a viabilidade de adaptar a rede municipal às condições do projeto, de modo a formalizar parcerias e procedimentos para atendimento pedagógico hospitalar em Maceió.
Se implementada, a ação pode reduzir a repetência e preservar o desenvolvimento acadêmico e emocional das crianças, ao mesmo tempo em que fortalece a colaboração entre saúde e educação.
O que esperar
O projeto depende de ajustes operacionais entre a Santa Casa e a Secretaria Municipal de Educação, com definição de protocolos, formação de professores e acompanhamento contínuo das crianças, garantindo que as crianças em tratamento oncológico tenham acesso a ensino compatível com suas necessidades.
O tema segue em pauta para alinhamento técnico e eventual proposta de política pública que assegure o direito à educação dessas crianças em Maceió.