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Apresentação técnica detalhou capacidades, modularidade e resistência das armas da Taurus, incluindo soluções específicas para cenários ribeirinhos, costeiros, urbanos e projeção de poder a partir do mar
‘O alto comando do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) recebeu, nesta semana, a direção da Taurus Armas para uma apresentação oficial do novo portfólio militar da fabricante brasileira.’
A reunião, realizada no Comando-Geral da Força, permitiu ao alto comando avaliar equipamentos pensados para ambientes anfíbios e operações expedicionárias, com ênfase em flexibilidade e resistência.
Durante o encontro, foram demonstradas plataformas modulares, pistolas táticas, submetralhadoras, metralhadoras leves e pesadas, além de um sistema aéreo remoto compatível com armamento tático.
conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.
Detalhes do portfólio militar da Taurus e características técnicas
A Taurus apresentou um conjunto que inclui os fuzis T4 nas versões 5,56mm e .300 Blackout e o T10 em 7,62mm, plataformas projetadas para modularidade, precisão e confiabilidade em condições adversas.
Também foram exibidas as pistolas táticas TS9 e a nova TX9 Striker-Fire, integradas ao Taurus Modular System, o que permite múltiplas configurações de porte e emprego conforme a missão.
A submetralhadora RPC 9x19mm foi destacada como uma opção leve e compacta para combate aproximado, enquanto a linha de metralhadoras inclui calibres 5,56, 7,62 e a metralhadora pesada .50 BMG, cobrindo uma ampla gama de necessidades operacionais.
Relevância operacional para os Fuzileiros Navais
Os Fuzileiros puderam avaliar resistência a condições típicas do ambiente marítimo, como salinidade e desgaste, e a Taurus ressaltou o projeto das armas para resistência à corrosão e durabilidade.
Essa aderência às exigências anfíbias torna o portfólio militar da Taurus compatível com missões ribeirinhas, costeiras, urbanas e projeção de poder a partir do mar, aumentando as opções de emprego do CFN.
Inovações estratégicas e o TAS, drone armado compatível com fuzis
Além do armamento de mão e das metralhadoras, a empresa apresentou o TAS – Tactical Air Soldier, um drone armado compatível com fuzis e submetralhadoras, equipado com sistemas de inteligência artificial para operações de ISR, com foco em modularidade e armamento nacional.
O TAS representa um avanço para a indústria brasileira em sistemas aéreos remotamente tripulados com aplicação tática, ampliando capacidades de vigilância e apoio direto às forças em campo.
Impactos na Base Industrial de Defesa e próximos passos
A aproximação institucional entre a Taurus e o CFN fortalece a Base Industrial de Defesa (BID), pois demonstrações, testes de campo e processos de homologação são essenciais para elevar a autonomia tecnológica nacional.
A fabricante citou ainda acordos internacionais, como o memorando com a turca Mertsav para desenvolvimento conjunto de rifles de precisão e metralhadoras, ações que visam ampliar exportações e a competitividade do setor.
Os próximos passos incluem testes operacionais mais detalhados, validação em campo pelo CFN e eventuais processos de aquisição, com potencial para ajustes que atendam a exigências específicas da tropa e contribuir para futuras vendas externas.