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Publicação conjunta orienta caminhos e metas para o turismo sustentável em Alagoas, integrando sete regiões turísticas, governança multinível, tecnologia e conservação marinha e urbana
O Governo de Alagoas e o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos, ONU-Habitat, lançaram uma publicação com recomendações para aprimorar o turismo no estado de forma sustentável e inclusiva.
O documento, que faz parte do Visão Alagoas 2030, reúne diagnóstico das sete regiões turísticas e propõe ações de curto, médio e longo prazo para modernizar a gestão, preservar o patrimônio natural e fortalecer comunidades locais.
O conteúdo foi construído em processo participativo com representantes do setor público, da academia e da sociedade civil, em oficinas e reuniões técnicas, conforme informação divulgada pelo Governo de Alagoas.
Diagnóstico participativo e escuta social
Entre maio de 2024 e fevereiro de 2025, foram realizadas oficinas que reuniram cerca de 80 participantes de diferentes setores e regiões do estado, com debates sobre desafios e oportunidades do setor.
O processo privilegiou a escuta ativa para validar o diagnóstico e pactuar propostas, incluindo a diversificação de destinos, a ampliação da formação profissional e a adoção de tecnologias para gestão e inclusão digital.
Principais eixos da política e recomendações
As Diretrizes estão organizadas em sete eixos de atuação e recomendam medidas como a gestão integrada, o monitoramento da capacidade de carga turística, a inovação tecnológica e a sustentabilidade ambiental e social.
Entre as ações sugeridas estão o fortalecimento do Observatório do Turismo de Alagoas, a criação de fóruns regionais e estaduais, o apoio às comunidades locais e investimentos em infraestrutura tecnológica para promoção de destinos inteligentes.
Também são propostas programas-piloto, capacitação de conselhos municipais e projetos de infraestrutura verde e regeneração, com foco em experiências imersivas que integrem natureza, cultura, bem-estar e tecnologia.
Turismo ligado à conservação dos corais e ao meio ambiente
O lançamento das Diretrizes ocorreu durante a oficina do projeto Corais de Alagoas, realizada em outubro de 2025, iniciativa que reúne governo e Universidade Federal de Alagoas para enfrentar o branqueamento dos corais do litoral alagoano.
As recomendações buscam transformar visitantes em agentes de conservação, por meio de produtos turísticos inovadores e do incentivo ao turismo de experiência, promovendo a proteção do patrimônio natural.
Sobre o papel do programa Visão Alagoas 2030, a coordenadora Paula Zacarias afirmou que, “o turismo em Alagoas encontra-se em um momento de desenvolvimento e diversificação, e as Diretrizes chegam para apoiar a gestão estadual na articulação, coordenação e tomada de decisão no setor turístico, alinhando-se às melhores práticas de sustentabilidade e inovação, integrando infraestrutura, serviços, comunidades e meio ambiente”.
Próximos passos e implementação
A secretária de Estado do Turismo, Bárbara Braga, declarou, “A parceria entre o Governo de Alagoas e o ONU-Habitat tem sido fundamental para fortalecer a gestão pública em diversas áreas, e no turismo não poderia ser diferente. As diretrizes que construímos em conjunto refletem um diagnóstico detalhado das sete regiões turísticas e apontam ações concretas para o curto, médio e longo prazo. Nosso próximo passo é transformar essas recomendações em uma Política Estadual de Turismo, viabilizada por legislação específica, que consolide Alagoas como referência em desenvolvimento sustentável, geração de emprego e transformação social”.
O documento está alinhado à Agenda 2030 e à Nova Agenda Urbana, e tem como objetivo apoiar a Secretaria de Estado do Turismo na formulação de uma política estadual que articule infraestrutura, serviços, comunidades e meio ambiente.
Com propostas que vão da governança multinível à inovação tecnológica, as Diretrizes oferecem um roteiro para consolidar o turismo sustentável em Alagoas como instrumento de desenvolvimento, preservação e inclusão social, com metas práticas para curto e médio prazo e visão estratégica para 2030.