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Documento padroniza protocolos de urgência e emergência, fortalece a comunicação com a CRU, e reforça biossegurança e registros para segurança do paciente
O Samu 192 de Alagoas apresentou, na terça-feira, 18, o Manual de Boas Práticas Assistenciais do Samu, iniciativa que padroniza, qualifica e humaniza os atendimentos de urgência e emergência no estado.
Elaborado pela equipe de Enfermagem, o documento reúne normas, rotinas, protocolos operacionais padrão, e diretrizes clínicas atualizadas, do plantão nas viaturas à notificação de eventos adversos.
O manual alinha protocolos ao Ministério da Saúde, ao Cofen e ao Coren, fortalece a comunicação com a CRU, e exige prontidão operacional para reduzir o tempo resposta, conforme informação divulgada pela Imprensa do Governo de Alagoas.
Marco institucional e foco no cuidado
De acordo com a coordenação geral do serviço, o Manual de Boas Práticas Assistenciais do Samu representa um marco para qualificar o atendimento e padronizar rotinas críticas da assistência.
“Esse documento é fruto de um trabalho coletivo, técnico e humanizado. Ele alinha nossas práticas internas às normas nacionais, garantindo que cada atendimento seja realizado com qualidade, segurança e respeito à vida. Nosso objetivo é salvar mais alagoanos, com eficiência e eficácia, e isso só é possível quando seguimos rigorosamente protocolos validados pelas autoridades sanitárias”, afirmou.
Entre os tópicos, o manual detalha a passagem de plantão nas viaturas, define responsabilidades e orienta fluxos claros para a condução de cada ocorrência, com ênfase em segurança do paciente e qualidade assistencial.
Comunicação com a CRU e POPs obrigatórios
Para o Samu Maceió, a integração com a Central de Regulação das Urgências é eixo estratégico, a comunicação deve ser contínua, objetiva e protocolada, garantindo decisões rápidas e seguras.
“Toda informação operacional deve ser transmitida à CRU, que comanda as operações do serviço. Qualquer ordem, solicitação ou atualização entre a equipe móvel e a central precisa seguir o protocolo de comunicação obrigatório. Seguir os POPs de cada setor não é burocracia, é garantia de um serviço eficiente, seguro e centrado no paciente”, destacou.
A diretriz consolida o uso padronizado dos POPs em todos os setores, integrando equipe móvel e central, com foco em registros fidedignos, redução de falhas e atendimento centrado no paciente.
Biossegurança e prontidão no atendimento
O manual reforça biossegurança, proíbe o consumo de alimentos nas viaturas, áreas de risco biológico, e orienta escuta permanente ao sistema de despacho, para acelerar o tempo resposta do 192.
Entre as rotinas, a prioridade é manter a equipe em prontidão operacional, com checagens de materiais e comunicação ativa, garantindo deslocamento ágil e assistência segura desde o primeiro contato.
Registros, logística e integridade do serviço
O documento exige o preenchimento completo e legível das fichas de ocorrência, registros essenciais para continuidade do cuidado e proteção legal das equipes, além de rastreabilidade assistencial.
Determina a reposição imediata de medicamentos e equipamentos, e a devolução mensal de itens vencidos à farmácia, medidas que asseguram disponibilidade e qualidade do suprimento.
Na logística, orienta informar imediatamente à CRU e à Logística quando houver material deixado em unidades de saúde, garantindo viaturas prontas para novas intervenções a qualquer momento.
A equipe de Enfermagem reforça a centralidade da qualidade no processo assistencial, com foco em checagens, restabelecimento de materiais e registros consistentes em cada atendimento.
“O MBPAE é um norteador de segurança e excelência no cuidado. Ele foi construído com base na realidade do nosso serviço, padronizar a assistência e demonstra o compromisso da Enfermagem em melhorar, sempre, o atendimento à população. Cada ficha de ocorrência preenchida, cada checklist realizado, cada material restabelecido é um passo a mais rumo à proteção da vida”, afirmou.