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Surto no sul da Etiópia, perto do Sudão do Sul, registra nove casos, incluindo trabalhadores da saúde, e leva a OMS a liberar fundos e suprimentos para resposta rápida ao vírus Marburg
As autoridades de saúde da Etiópia confirmaram um surto da doença causada pelo vírus Marburg no sul do país, próximo à fronteira com o Sudão do Sul.
Foram registrados casos entre a população local e entre profissionais que atendem os pacientes, o que acendeu alertas sobre a capacidade do sistema de saúde regional.
As equipes nacionais e internacionais já movimentam recursos para controlar a circulação do patógeno e proteger populações vizinhas, conforme informação divulgada pelo InfoMoney.
O que se sabe sobre os casos e a detecção
O surto foi identificado após envio de amostras de um grupo de casos suspeitos de febre hemorrágica viral para testes, que confirmaram a presença do vírus Marburg.
Segundo as informações, foram notificados nove casos, incluindo trabalhadores da saúde, todos na região sul da Etiópia, próxima ao Sudão do Sul.
O vírus pertence à mesma cepa relatada em surtos anteriores no Leste Africano, e exige medidas de contenção rápidas, devido à gravidade dos sintomas.
Resposta internacional e apoio da OMS
A Organização Mundial da Saúde mobilizou apoio imediato, com envio de uma equipe de resposta e suprimentos como equipamentos de proteção individual e uma tenda de isolamento.
Em um trecho divulgado, A OMS liberou US$ 300 mil de seu fundo de contingência para emergências na quinta-feira para apoiar a Etiópia, para suprir necessidades iniciais no local.
Além do aporte financeiro, há coordenação com os Centros Africanos para Controle e Prevenção de Doenças, visando rastreamento de contatos e isolamento de casos suspeitos.
Transmissão, sintomas e tratamento disponível
O vírus Marburg causa febre hemorrágica grave, transmitida por contato direto com fluidos corporais ou materiais contaminados.
Os sintomas iniciais incluem febre alta, dor de cabeça aguda e dores musculares, e muitos pacientes desenvolvem sangramentos intensos dentro de uma semana após o início dos sintomas.
Não existe cura aprovada, embora terapias tenham sido usadas em regime de cuidado compassivo, e o tratamento de suporte, como reidratação oral ou intravenosa, melhora as chances de sobrevivência.
Riscos transfronteiriços e recomendações
Autoridades da Etiópia e do Sudão do Sul trabalham para evitar transmissão transfronteiriça, enquanto enfrentam a sobrecarga na infraestrutura de saúde na região.
Especialistas destacam a importância de identificação precoce de casos, uso de equipamentos de proteção por profissionais de saúde, e isolamento de pacientes suspeitos para reduzir a propagação.
O monitoramento em pontos de fronteira e a colaboração internacional são considerados essenciais para controlar o surto e proteger comunidades vulneráveis.