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quarta-feira, junho 3, 2026

EP. 7 — Classe B e Classe A: Liberdade, Alcance e Responsabilidade

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Luiz Camões
Jornalista especializado em Defesa e Segurança (MTB 37358/RJ), veterano militar e ex-integrante de unidades especiais, com sólida atuação na cobertura de atividades das Forças Armadas brasileiras. Possui formação complementar em Estágios de Correspondente para Assuntos Militares, realizados pelo Exército Brasileiro em diferentes biomas, além de capacitações no COPPAZNAV (Marinha do Brasil) e no CCOPAB (Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil), voltadas à cobertura em áreas de conflito. Atualmente aplica seus conhecimentos técnicos na produção de conteúdos jornalísticos realistas e acessíveis sobre o ambiente operacional das tropas, contribuindo para a valorização e compreensão da importância das Forças Armadas pelo público civil. Em 2011, deixou os registros de lado para atuar diretamente no desastre da Região Serrana do RJ, realizando mapeamentos e coordenando informações em áreas isoladas, o que lhe rendeu uma Moção de Reconhecimento da Câmara de Vereadores de Sumidouro-RJ. Diretor de Conteúdo Audiovisual da Defesa TV e Defesa em Foco, é responsável por reportagens e documentários que aproximam a sociedade dos bastidores da Defesa Nacional.
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Depois de obter a licença Classe C, muitos radioamadores seguem sua jornada rumo à Classe B e, posteriormente, à Classe A — níveis que ampliam significativamente as possibilidades operacionais e responsabilidades do operador.

Essas classes representam não apenas avanço técnico, mas também maior comprometimento com a ética, o conhecimento e o serviço à comunidade.

Como Funciona a Progressão

O radioamador pode solicitar a progressão de classe a partir da aprovação em exames complementares, também aplicados pela Anatel, de forma gratuita e online pelo Sistema Mosaico. A progressão segue esta estrutura:

  • Classe C → Classe B: requer aprovação em telegrafia (CW) e conhecimentos mais aprofundados em eletrônica e regulamentação;
  • Classe B → Classe A: exige domínio técnico e ético, além de prova mais avançada sobre modos operacionais, propagação e uso responsável do espectro.

Quais Recursos São Liberados em Cada Classe

Classe B:

  • Liberação de faixas adicionais em HF (ex.: 40 metros, 15 metros);
  • Permissão para operar com modos digitais (RTTY, PSK31, FT8);
  • Potência permitida: até 500 watts PEP;
  • Operação via repetidoras de longa distância e comunicação interestadual;
  • Possibilidade de participar de redes de apoio de emergência regionais.

Classe A:

  • Acesso completo às faixas de radioamador em todas as bandas (HF, VHF, UHF, SHF);
  • Comunicação internacional direta, inclusive via satélite;
  • Potência de até 1500 watts PEP;
  • Prioridade em redes de emergência, simulados e atuações conjuntas com órgãos oficiais;
  • Participação em missões de apoio técnico em desastres, expedições e eventos internacionais de DX.

A Responsabilidade Aumenta com a Liberdade

Ser Classe A é estar entre os operadores mais preparados e confiáveis da comunidade radioamadora. Esse avanço traz consigo uma maior expectativa de conduta exemplar, respeito ao espectro, e disposição para formar novos operadores e atuar em situações reais.

A liberdade de acesso às bandas globais exige:

  • Conhecimento técnico sobre interferência, propagação e legislação internacional;
  • Disciplina com horários e protocolos internacionais de contato (DX);
  • Postura ética no uso de potências elevadas e em competições on-air.

A Importância Estratégica das Classes Avançadas

Durante crises prolongadas ou de abrangência nacional/internacional, são os operadores Classe A e B que conseguem estabelecer pontes de comunicação entre estados ou até continentes, levando informações para fora de zonas afetadas, coordenando ações e oferecendo suporte a órgãos públicos.

Nos recentes desastres no Sul do Brasil, operadores Classe A participaram da retransmissão de boletins da Defesa Civil, enquanto operadores Classe B coordenaram redes de emergência locais.

Essas classes formam a espinha dorsal da resposta radioamadora avançada, com equipamentos de maior capacidade, antenas otimizadas e forte preparo técnico.

Por Que Vale a Pena Evoluir?

  • Amplia sua capacidade de ajudar em situações reais;
  • Aumenta a sua compreensão sobre comunicação global e propagação de sinais;
  • Aproxima você de uma rede internacional de operadores experientes;
  • Permite atuar como formador e líder dentro de sua comunidade PX/PY.

Subir de classe é um gesto de maturidade cidadã e técnica.

Editorial Defesa TV

Fontes de Consulta:
Regulamentos da Anatel, material didático da LABRE, experiências relatadas por operadores Classe A e B em redes de emergência e documentos técnicos da IARU.

Nesta coluna, levamos a preparação a sério: não como medo, mas como consciência. Acompanhe nosso conteúdo no YouTube Defesa TV.

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  • Jornalista especializado em Defesa e Segurança (MTB 37358/RJ), veterano das Forças Armadas e ex-integrante de unidades especiais, com ampla experiência na cobertura de operações militares, treinamentos e atividades estratégicas das Forças Armadas brasileiras. Sua atuação combina expertise técnico-operacional com sólida formação civil voltada à comunicação em ambientes de defesa, incluindo capacitações específicas em Estágios de Correspondente para Assuntos Militares realizados pelo Exército Brasileiro em diversos biomas do país, além de cursos no COPPAZNAV (Curso de Correspondente de Paz da Marinha do Brasil) e no CCOPAB (Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil), voltados à cobertura em áreas de conflito e operações de paz. É reconhecido por produzir conteúdos jornalísticos realistas, acessíveis e impactantes, contribuindo para a valorização institucional das Forças Armadas junto à sociedade civil. Em 2011, atuou diretamente na resposta ao desastre da Região Serrana do Rio de Janeiro, realizando mapeamentos e coordenando informações em áreas isoladas, o que lhe rendeu uma Moção de Reconhecimento da Câmara de Vereadores de Sumidouro (RJ). Foi agraciado com as Medalhas Amigo da Marinha, Mérito Veterano da Associação dos Veteranos da Força Aérea Brasileira (AVFAB) e Mérito Tamandaré, concedida pela Marinha do Brasil. Atualmente é Diretor de Conteúdo Audiovisual da Defesa TV e do Defesa em Foco, coordenando reportagens e documentários que aproximam a sociedade dos bastidores da Defesa Nacional com linguagem ética, técnica e engajadora.



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Fonte: DefesaTV

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