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terça-feira, julho 21, 2026

Marinha testa armas da Taurus em Operação Furnas 2026, validação operacional de T4, T10, RPC e TX9 no maior exercício militar de Minas Gerais

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No Lago de Furnas, testes das armas da Taurus avaliaram precisão, confiabilidade e ergonomia, integrando indústria e Marinha para acelerar inovação e validar Protocolo com o CFN

A Operação Furnas 2026 transformou a região de São José da Barra em um amplo laboratório operacional, com avaliações práticas de armamentos nacionais em cenários ribeirinhos e anfíbios.

Foram analisados aspectos como precisão, ergonomia, modularidade e comportamento em ambiente com elevada umidade, poeira e movimentação embarcada, informou a organização do exercício.

O exercício, que contou com testes das armas da Taurus, reuniu meios e empresas da Base Industrial de Defesa visando acelerar a incorporação de melhorias técnicas, conforme informação divulgada pelo Defesa em Foco.

Armamentos testados e avaliação operacional

Durante o treinamento, os militares colocaram em operação as plataformas desenvolvidas pela Taurus, entre elas o T4, o T10, a RPC e a TX9, submetendo-os a avaliações práticas conduzidas pelos próprios operadores.

Os itens foram avaliados em missões ribeirinhas, operações anfíbias e ações de apoio à Defesa Civil, com atenção a precisão, confiabilidade e facilidade de manutenção.

Segundo os relatos da operação, o uso em ambiente embarcado e em condições adversas forneceu dados importantes para futuras evoluções dos equipamentos.

Escala do exercício e dados operacionais

A Operação Furnas 2026 foi realizada entre 22 de junho e 3 de julho e reuniu cerca de 2 mil militares no Lago de Furnas, mobilizando uma força expedicionária que percorreu aproximadamente 1.000 quilômetros entre o Rio de Janeiro e o Sul de Minas Gerais.

Foram empregados carros-lagarta anfíbios, blindados JLTV e Piranha, a nova Embarcação de Desembarque Litorâneo, drones, sistemas de comunicações por satélite e equipamentos de desativação de explosivos, entre outros meios.

Nesse ambiente, operadores militares testaram na prática as armas da Taurus, garantindo feedback direto para os projetistas.

Protocolo com o Corpo de Fuzileiros Navais e desenvolvimento

A participação da Taurus na operação é um dos primeiros resultados do Protocolo de Intenções firmado em 10 de fevereiro de 2026 entre a empresa e o Corpo de Fuzileiros Navais, com apoio institucional do BNDES.

O acordo prevê cooperação para desenvolvimento de novos sistemas leves e coletivos, nos calibres 5,56 mm, 7,62 mm e .50, além de estudos sobre um drone armado para tropas anfíbias.

Pelo modelo, cabe aos militares identificar necessidades operacionais e validar equipamentos em condições reais, enquanto a indústria transforma esse conhecimento em soluções industriais.

Base Industrial de Defesa e impacto

A Operação Furnas também reuniu outras empresas da Base Industrial de Defesa, como Protecta, Condor Tecnologias Não Letais, SIATT/ADTech, UFEx e ALIX Business Solutions, demonstrando capacidades que vão da proteção individual a simuladores e manufatura aditiva.

Essa aproximação entre indústria, centros de pesquisa e usuários operacionais visa reduzir o tempo entre desenvolvimento tecnológico e disponibilização de equipamentos às tropas, fortalecendo a competitividade da indústria nacional de defesa.

Além dos testes, o exercício integrou as comemorações do centenário da presença da Marinha em Minas Gerais e ações cívico-sociais, com atendimentos médicos e odontológicos às comunidades ribeirinhas do Lago de Furnas.

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