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sexta-feira, junho 12, 2026

Economia do Mar em Alagoas, FIEA e Marinha revelam dados inéditos, Porto de Maceió e turismo puxam exportações, empregos e oportunidades na Economia Azul

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Com 24,7 mil empresas e 24,7 mil empregos, a Economia do Mar em Alagoas avança, 92% das firmas estão em serviços, Porto de Maceió concentra 99,8% das exportações do estado

Em Maceió, o Seminário sobre Economia do Mar em Alagoas reuniu Marinha do Brasil, setor produtivo, academia e governo. O encontro ocorreu na segunda, 8, dentro da Semana da Marinha, em celebração ao Dia Mundial dos Oceanos.

O destaque foi o estudo do Observatório da Indústria da FIEA, que mapeou o peso econômico das atividades ligadas ao mar. Dados inéditos apontam empresas, empregos, serviços e municípios com maior participação no litoral.

O evento foi promovido pela Capitania dos Portos de Alagoas, em parceria com FIEA, Porto de Maceió e iniciativas de Planejamento Espacial Marinho, conforme informações divulgadas pela Capitania dos Portos de Alagoas, pelo Observatório da Indústria da FIEA e pelos organizadores do seminário.

Dados inéditos reforçam o peso da Economia do Mar em Alagoas

O levantamento da FIEA apresentou uma visão ampla da Economia do Mar em Alagoas. São 24,7 mil empresas ativas e um estoque de 24,7 mil empregos formais, o que consolida o mar como motor relevante do desenvolvimento estadual.

Os números indicam que mais de 92% das empresas atuam no segmento de Serviços do Mar. O recorte confirma a força do turismo, da alimentação, da hospedagem e das agências de viagens na estrutura produtiva costeira.

Segundo o estudo, os 16 municípios litorâneos concentram mais de 1,27 milhão de habitantes, equivalentes a 40,7% da população de Alagoas. A faixa costeira se destaca como eixo estratégico de crescimento regional e de atração de investimentos.

Ao apresentar o estudo, Claudia Beatriz Lopes Almeida ressaltou a amplitude do setor. “A Economia do Mar é muito mais ampla do que a atividade turística. Ela engloba serviços, transporte, manufaturas, pesca, energia e defesa. Estamos falando de uma cadeia econômica estratégica para Alagoas”.

Turismo lidera serviços, com Maragogi em evidência e novos hotéis até 2026

Com foco no turismo, a Economia do Mar em Alagoas tem em Maragogi um polo de destaque. O município concentra empreendimentos ligados a hospedagem, alimentação e passeios, e sustenta elevada geração de renda nas áreas costeiras.

O estudo aponta expectativa de 16 novos hotéis até 2026, impulsionados por investimento privado e aumento da demanda. O cenário reforça o ciclo de expansão do turismo e do ecossistema de serviços no litoral alagoano.

Após a retração entre 2019 e 2020, o mercado de trabalho atrelado ao mar voltou a crescer. A retomada mantém alto nível de empregabilidade, com foco em ocupações de serviços, transporte aquaviário e atividades de apoio ao turismo.

Esse avanço puxa fornecedores locais, manutenção, alimentação, eventos e logística. A cadeia se expande para qualificação profissional, inovação e digitalização de serviços, elevando a competitividade do litoral.

Porto de Maceió concentra exportações, logística fortalece comércio exterior

A Economia do Mar em Alagoas também se destaca no comércio internacional. Cerca de 92% das importações e 99,8% das exportações do estado ocorrem por via marítima, com o Porto de Maceió no centro da operação.

Entre os principais itens exportados estão açúcares, produtos de confeitaria, minérios e tabaco. A infraestrutura portuária sustenta a competitividade, reduz custos logísticos e amplia o alcance das empresas alagoanas no exterior.

Em palestra sobre o Porto de Maceió, o administrador Diogo Holanda Pinheiro destacou o papel estratégico do terminal para a economia regional. O estudo ainda cita a relevância histórica do Porto de Jaraguá no crescimento urbano de Maceió.

Hoje, o Porto de Jaraguá movimenta cerca de 1,7 milhão de toneladas por ano e recebe aproximadamente 8 mil passageiros de cruzeiros. Esses fluxos reforçam turismo, serviços locais e a imagem internacional de Alagoas.

Planejamento, sustentabilidade e a integração que move a Economia Azul

O seminário também priorizou sustentabilidade e planejamento de longo prazo. A professora Nídia Noemi Fabré destacou, no Planejamento Espacial Marinho, a gestão integrada dos espaços marítimos, com equilíbrio entre produção e conservação.

Vandick da Silva Batista apresentou dados da pesca artesanal, valorizando cultura marinha, bem estar social e conservação. As comunidades pesqueiras sustentam renda e preservam saberes, fundamentais para a Economia do Mar em Alagoas.

Na abertura, o Capitão dos Portos de Alagoas, Capitão de Fragata Rodrigo Ribeiro Gonçalves Garcia, defendeu a tríplice hélice, governo, academia e setor produtivo. “Quando a gente consegue reunir a comunidade acadêmica, o setor produtivo e o setor governamental, conseguimos desenvolver melhor as oportunidades para a economia do mar aqui em Alagoas”.

As discussões indicaram oportunidades em manutenção e reparo de embarcações, processamento de frutos do mar, biotecnologia marinha, energias renováveis costeiras, qualificação profissional e inovação tecnológica aplicada ao mar.

Com extensa faixa costeira, vocação turística e ativos logísticos, a Economia do Mar em Alagoas ganha espaço na Economia Azul. O estudo da FIEA orienta políticas públicas e investimentos privados focados em emprego e sustentabilidade.

O avanço do setor, com melhor planejamento marítimo e integração entre atores, pode ampliar a competitividade do estado. A combinação de dados, gestão e inovação tende a transformar potencial em resultados duradouros.

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