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quarta-feira, junho 3, 2026

Captação de órgãos no HGE beneficia 8 pessoas e reforça importância da doação em Alagoas

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Captação de órgãos no HGE beneficia 8 pessoas e reforça importância da doação em Alagoas

Oito pacientes que aguardavam na fila de transplantes em Alagoas foram beneficiados com a realização de duas captações de órgãos no Hospital Geral do Estado (HGE). Os procedimentos ocorreram no domingo (24) e nesta segunda-feira (25), após a confirmação de morte encefálica em dois pacientes e a rápida mobilização das equipes da Central de Transplantes de Alagoas.

A primeira doação foi de uma mulher de 35 anos, que teve morte encefálica após uma queda. A família autorizou a doação de dois rins e duas córneas, proporcionando nova chance de vida a quem necessitava. Este gesto de solidariedade é crucial para a continuidade da lista de espera.

O segundo doador foi um homem de 39 anos, vítima de um grave traumatismo cranioencefálico após um acidente. Sua doação possibilitou a captação de um fígado, um rim e duas córneas, ampliando o impacto positivo desta iniciativa. Conforme informado pela Central de Transplantes de Alagoas.

Avanço na doação, mas fila de espera ainda é grande

A coordenadora da Central de Transplantes de Alagoas, Daniela Ramos, destacou que, apesar dos avanços, a fila de espera ainda é expressiva. Atualmente, 608 pessoas aguardam por um transplante no estado. Deste total, 554 necessitam de córneas, 40 de rins e 14 de fígado. O número evidencia a necessidade contínua de conscientização sobre a doação de órgãos.

A morte encefálica é a perda irreversível das funções cerebrais, diagnosticada por critérios rigorosos e exames específicos. Mesmo com suporte artificial, não há possibilidade de recuperação. A autorização familiar é fundamental para que a doação se concretize.

Solidariedade que transforma vidas

O diretor médico do HGE, Miquéias Damasceno, ressaltou que cada autorização familiar representa um ato de profunda solidariedade. Ele enfatizou a importância do diálogo prévio sobre o desejo de ser doador, pois isso facilita a decisão em um momento de dor. O transplante de órgãos não apenas salva vidas, mas devolve qualidade de vida e esperança.

Dados do Ministério da Saúde indicam um crescimento nos transplantes no Brasil. Em 2025, foram cerca de 31 mil procedimentos pelo SUS, um aumento de 21% em relação a 2022. O transplante de córnea lidera os procedimentos, seguido por rim e fígado. Apesar dos números positivos, a recusa familiar ainda é um grande desafio, com cerca de 45% das famílias não autorizando a doação.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) possui equipes qualificadas para identificar potenciais doadores, acolher as famílias e conduzir todo o processo com segurança e respeito. A comunicação clara do desejo de ser doador para a família é o passo mais importante para garantir que a vontade seja cumprida. Matéria produzida pela redação jornalística especializada do portal, com base em fontes verificadas e dados oficiais.

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