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Ufal celebra 39 bolsas de produtividade e impulsiona ciência no Nordeste
A Universidade Federal de Alagoas (Ufal) alcançou um marco significativo ao ter 39 bolsas de produtividade aprovadas na Chamada CNPq nº 23/2025. Este resultado preliminar evidencia a força da produção científica da instituição e o reconhecimento nacional aos seus pesquisadores em diversas áreas do conhecimento.
Dentre os destaques, o Campus do Sertão da Ufal, localizado em Delmiro Gouveia, obteve a melhor nota nacional na categoria PQ-C em Engenharia de Produção e Transportes. O feito inédito é do professor Jonhatan Magno Norte da Silva, líder do Group of Ergonomics and New Tools (Gent/Ufal).
“Recebo com muita gratidão e responsabilidade. Representa um importante reconhecimento ao trabalho científico que venho desenvolvendo nos últimos anos”, declarou o professor Jonhatan, ressaltando a relevância da pesquisa produzida em universidades públicas e o potencial científico do sertão alagoano.
O diretor do Campus do Sertão, Thiago Trindade, comemorou o feito: “Isso prova que excelência acadêmica não tem endereço fixo, ela acontece onde há compromisso, competência e apoio institucional. O Campus do Sertão não apenas entrou para a lista, ele está no topo dela”.
Expansão e Diversidade nas Áreas de Pesquisa
Das 73 propostas submetidas pela Ufal, 39 foram aprovadas, sendo 22 novas bolsas e 17 renovações. Os contemplados atuam em áreas como Ciência da Informação, Agronomia, Aquicultura, Bioquímica, Ciências Ambientais, Ciência da Computação, Educação, Engenharias, Física, Farmácia, Linguística, Matemática, Psicologia, Serviço Social, Química, Nutrição e Zoologia.
A avaliação do CNPq considera critérios como mérito do projeto, produção científica, formação de recursos humanos, inovação, liderança acadêmica e impacto da trajetória do pesquisador. A chamada utiliza a nomenclatura de níveis A, B e C, que indicam atuação consolidada, em desenvolvimento e de entrada, respectivamente.
Desafios da Equidade de Gênero na Ciência
Apesar do sucesso geral, a participação feminina entre as bolsas aprovadas ainda representa um desafio. Das 39 bolsas, 29 foram conquistadas por homens e dez por mulheres. Nas novas bolsas, foram cinco para mulheres e 17 para homens, e nas renovações, apenas cinco pesquisadoras foram contempladas.
Este dado coloca a Ufal abaixo dos indicadores nacionais, onde as mulheres representam 42% dos novos bolsistas e 37% do total. A professora Ana Catarina Rezende Leite, do Instituto de Química e Biotecnologia (IQB), uma das novas bolsistas, destacou a importância da equidade: “Continuar lutando por uma maior equidade deve ser uma bandeira de todas as pessoas que sabem a importância da ciência em nosso país”.
Iniciativas para Promover a Igualdade
A Pró-reitoria de Pesquisa de Pós-graduação (Propep) da Ufal tem intensificado ações para enfrentar essas assimetrias. A construção da Política de Igualdade, Equidade e Diversidade de Gênero da Ufal e iniciativas como o Prêmio Meninas e Mulheres na Ciência buscam criar condições para que mais mulheres ingressem, permaneçam e avancem na pesquisa científica.
Magna Suzana Moreira, coordenadora de Pesquisa e contemplada com a renovação da bolsa, afirmou que “ainda há um longo caminho para que esse esforço se reflita proporcionalmente nas bolsas de produtividade do CNPq, mas os alicerces internos estão sendo construídos para romper o ‘efeito tesoura’”.
Matéria produzida pela redação jornalística especializada do portal, com base em fontes verificadas e dados oficiais.