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quarta-feira, junho 3, 2026

Maio Roxo: Diarreia e dor abdominal podem ser sinais de Doenças Inflamatórias Intestinais

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Maio Roxo: Diarreia e dor abdominal podem ser sinais de Doenças Inflamatórias Intestinais

O mês de maio é dedicado à campanha Maio Roxo, uma iniciativa que visa conscientizar a população sobre as Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs). Sintomas como diarreia persistente e dor abdominal podem acender um alerta para condições crônicas que afetam milhões de brasileiros. O diagnóstico precoce é fundamental para um tratamento eficaz.

As DIIs, que incluem a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, são doenças inflamatórias sem causa definida, muitas vezes ligadas a reações do próprio organismo. Elas podem surgir em diferentes fases da vida, com picos de incidência entre jovens adultos e idosos. A Sociedade Brasileira de Coloproctologia ressalta a necessidade de atenção aos sinais.

Segundo a médica Mariane Savio, integrante da Sociedade Brasileira de Coloproctologia, a diferenciação dos sintomas é crucial e deve ser feita com auxílio de um especialista. Ignorar sinais pode levar à progressão da doença, tornando o tratamento mais desafiador. A busca por orientação médica é o primeiro passo para o cuidado adequado.

Identificando os Sintomas de Alerta

A médica Mariane Savio enfatiza que diarreia com duração superior a quatro semanas, dores abdominais incômodas, perda de peso inexplicada e anemia são indicativos que merecem investigação médica. Esses sintomas, quando persistentes, podem sinalizar a presença de uma DII e necessitam de avaliação profissional para um diagnóstico preciso.

Para confirmar o diagnóstico, são necessários exames complementares. A colonoscopia é o exame mais comum, mas exames de imagem como tomografia, ressonância magnética e ultrassom também são utilizados, especialmente para avaliar o intestino delgado. A consulta com um coloproctologista ou gastroenterologista é essencial.

Diferenças entre Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa

A doença de Crohn pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, da boca ao ânus, manifestando-se através de aftas, inflamações no intestino delgado e grosso, e problemas anais como fístulas e fissuras. Já a retocolite ulcerativa restringe-se ao reto e cólon, afetando predominantemente a mucosa intestinal. O tratamento pode variar entre as duas condições.

Um dos maiores obstáculos para o diagnóstico precoce, segundo Savio, é o acesso limitado a especialistas e exames. Longas filas de espera para colonoscopias podem fazer com que pacientes percam a chamada “janela de oportunidade” para um tratamento mais efetivo na fase inicial da doença.

Tratamento e Fatores de Risco

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas para o tratamento de DIIs, incluindo o fornecimento de medicamentos. Em casos mais graves, pode ser necessária a cirurgia e o uso de bolsa de colostomia. Pesquisas apontam fatores de risco como estresse, dieta rica em ultraprocessados e tabagismo, cujo controle pode mitigar o risco da doença.

Na ausência de um especialista, a orientação é procurar um médico da atenção primária. Ele poderá iniciar a investigação e encaminhar o paciente, garantindo que o tratamento comece o mais rápido possível e evitando complicações. A informação e a busca por ajuda profissional são os primeiros passos para o controle das DIIs.

Matéria produzida pela redação jornalística especializada do portal, com base em fontes verificadas e dados oficiais.

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