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quarta-feira, junho 3, 2026

Doença Celíaca: Nutricionista da Sesau explica como identificar, tratar e conviver com a condição

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Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Celíaca alerta para condição autoimune crônica

Neste sábado, 16 de setembro, celebra-se o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Celíaca, uma data importante para trazer luz a uma condição autoimune crônica que afeta milhares de pessoas, mas que ainda é cercada de muitas dúvidas e desinformação.

A doença celíaca é desencadeada pela ingestão de glúten, uma proteína encontrada em alimentos como trigo, cevada e centeio. Em indivíduos com predisposição genética, o glúten provoca uma resposta inflamatória do sistema imunológico que atinge diretamente o intestino delgado, prejudicando a absorção de nutrientes essenciais para o corpo.

A nutricionista Janine Mendonça, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), enfatiza que a doença celíaca pode se manifestar em qualquer fase da vida, e seus sintomas nem sempre se limitam ao trato gastrointestinal, o que pode dificultar o diagnóstico precoce. Conforme informado pela Ascom Sesau.

Sintomas que vão além do intestino

“A doença celíaca é uma condição autoimune que provoca inflamação e danos às vilosidades intestinais quando há ingestão de glúten. Muitas pessoas acreditam que ela aparece somente na infância, mas isso não é verdade. A doença pode surgir em qualquer idade e apresentar sintomas variados”, explica Janine Mendonça.

Os sinais podem incluir diarreia crônica, inchaço abdominal e perda de peso. No entanto, outros sintomas menos específicos também são comuns, como anemia persistente, fadiga excessiva, queda de cabelo, alterações de humor e até osteoporose. Em alguns casos, a doença pode ser silenciosa, sem manifestações evidentes.

Diagnóstico e o único tratamento eficaz

O diagnóstico da doença celíaca é realizado por meio de exames laboratoriais que buscam identificar anticorpos específicos. Geralmente, o diagnóstico é confirmado com uma biópsia do intestino delgado. Segundo a nutricionista, o único tratamento eficaz disponível atualmente é a exclusão total e permanente do glúten da dieta.

É crucial, no entanto, que a investigação médica seja feita antes de iniciar a restrição alimentar, pois a retirada do glúten pode comprometer os resultados dos exames. A atenção à contaminação cruzada durante o preparo dos alimentos é fundamental, evitando o compartilhamento de utensílios, torradeiras e superfícies com produtos que contenham glúten.

Alimentação sem glúten e o apoio profissional

“Mesmo pequenas quantidades de glúten podem desencadear inflamação intestinal em pessoas celíacas”, alerta Janine Mendonça. Ela destaca que a rotulagem obrigatória de alimentos industrializados e a crescente oferta de produtos sem glúten facilitam o controle da dieta.

Alimentos naturalmente isentos de glúten, como arroz, feijão, frutas, legumes, verduras, ovos e carnes, são seguros. Embora não haja forma de prevenir a doença celíaca devido à sua forte ligação genética, o diagnóstico precoce e o acompanhamento profissional são essenciais para evitar complicações como desnutrição, anemia grave e osteoporose. A mudança alimentar exige atenção rigorosa aos rótulos e acompanhamento multiprofissional para garantir o equilíbrio nutricional.

Matéria produzida pela redação jornalística especializada do portal, com base em fontes verificadas e dados oficiais.

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