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quarta-feira, junho 3, 2026

SRAG em bebês: Brasil em alerta com alta de vírus respiratórios, VSR lidera

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SRAG em bebês: Brasil em alerta com alta de vírus respiratórios, VSR lidera

O Brasil está em estado de atenção devido ao aumento expressivo de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças com menos de dois anos. A principal responsável por esse cenário alarmante é a circulação intensificada do vírus sincicial respiratório (VSR), agente causador da bronquiolite, uma inflamação que afeta as vias aéreas inferiores dos bebês.

As outras faixas etárias não apresentam a mesma tendência de alta para SRAG, mantendo os índices estáveis. No entanto, a situação das crianças exige vigilância redobrada, especialmente com a chegada da temporada de maior circulação de vírus respiratórios no Hemisfério Sul, conforme alertou a Organização Panamericana de Saúde.

Os dados mais recentes do Boletim Infogripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), revelam que nas últimas quatro semanas, o VSR foi identificado em 41,5% dos casos de SRAG com diagnóstico viral confirmado. Em seguida, aparecem a Influenza A, com 27,2%, e o rinovírus, com 25,5%.

Influenza A também preocupa, especialmente no Sul

Apesar do VSR liderar os casos de SRAG em bebês, o Boletim Infogripe também aponta para um aumento contínuo de casos de Influenza A em diversas regiões do país. Os estados da Região Sul, Roraima e Tocantins, além de São Paulo e Espírito Santo, registram elevação nas infecções por este tipo de vírus da gripe.

A Influenza A foi responsável por 51,7% das mortes por SRAG com exame positivo nas últimas quatro semanas, afetando predominantemente idosos. Essa dupla ameaça, VSR e Influenza A, coloca todas as unidades federativas em situação de alerta, com dez estados em alto risco: Acre, Amazonas, Pará, Tocantins, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraíba.

Tendência de aumento em 14 estados

A projeção para as próximas semanas indica uma tendência de aumento de casos em 14 Unidades da Federação. Estão nesta lista Acre, Amazonas, Pará, Tocantins, Amapá, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe, reforça a importância da vacinação como principal ferramenta de prevenção contra o agravamento e óbitos por VSR e Influenza A. Ela enfatiza a necessidade de que os grupos de maior risco se imunizem.

Vacinação e prevenção: um escudo contra os vírus

A vacina contra a gripe, disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), protege contra o tipo A e está sendo aplicada em todo o país. A prioridade é para idosos, gestantes, crianças menores de 6 anos e pessoas com comorbidades ou em grupos vulneráveis, que têm maior propensão a desenvolver quadros graves da doença.

Para a proteção contra o VSR, a vacina é administrada em gestantes a partir da 28ª semana de gestação, com o objetivo de garantir a imunidade passiva dos bebês após o nascimento. O SUS também oferece um anticorpo monoclonal específico para bebês prematuros, que correm alto risco de complicações. Diferente da vacina, que estimula o corpo a produzir anticorpos, este medicamento é composto por anticorpos prontos.

Em 2023, foram notificados 57.585 casos de SRAG no Brasil, com 45,7% testando positivo para algum vírus respiratório. Ao longo do ano, o rinovírus foi o mais prevalente, mas em relação aos óbitos, a Influenza A liderou as causas, seguida pela Covid-19.

Matéria produzida pela redação jornalística especializada do portal, com base em fontes verificadas e dados oficiais.

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