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quarta-feira, junho 3, 2026

Alagoas celebra raro registro de agregação de peixes mero, espécie ameaçada

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Alagoas celebra raro registro de agregação de peixes mero, espécie ameaçada

Pesquisadores registraram um impressionante ajuntamento de peixes mero, uma espécie criticamente ameaçada de extinção, nas águas de Alagoas. O feito, considerado raro no Nordeste, é um forte indicativo de que os esforços de preservação ambiental no litoral do estado estão surtindo efeito positivo.

A descoberta foi realizada por cientistas do Projeto Meros do Brasil e do Programa de Pós-graduação em Diversidade Biológica e Conservação dos Trópicos (PPG Dibict) da UFAL. O achado reforça a importância de ecossistemas marinhos saudáveis para a recuperação de espécies em risco.

O mero, também conhecido como “senhor das pedras”, é um peixe de grande porte, fundamental para o equilíbrio ecológico dos oceanos. Sua presença em maior número sugere que as condições ambientais locais são propícias para sua sobrevivência e reprodução, conforme destacado pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL).

Um Gigante Marinho em Risco

O mero (Epinephelus Itajara) é a maior espécie de garoupa do Oceano Atlântico, podendo atingir 2,5 metros e mais de 400 kg. Infelizmente, a espécie sofreu um declínio populacional drástico nas últimas décadas, sendo classificada como criticamente ameaçada de extinção desde 2006. A pesca predatória, a destruição de habitats e a poluição são os principais fatores que colocam o mero em perigo.

O ciclo de vida do mero agrava a situação. Apesar de viver mais de 40 anos, ele só atinge a maturidade reprodutiva entre os 6 e 8 anos. Essa longa maturação exige uma proteção contínua e eficaz para garantir a continuidade da espécie, tornando o registro em Alagoas ainda mais significativo.

Esforços de Conservação em Alagoas

A recuperação de espécies ameaçadas, como o mero, está intrinsecamente ligada à manutenção de ambientes equilibrados que ofereçam recursos para alimentação, reprodução e desenvolvimento. “Esse registro demonstra que ainda existem condições ambientais favoráveis para a espécie no estado”, afirma Ricardo César, coordenador de gerenciamento costeiro do IMA/AL.

O coordenador ressalta que o sucesso na conservação de espécies ameaçadas, a exemplo do mero, espelha o caso emblemático do Mutum-de-Alagoas, ave que se acreditava extinta e voltou a ser avistada. “O trabalho conjunto entre ciência, preservação ambiental e monitoramento da fauna mostra resultados importantes”, complementa.

O IMA/AL atua ativamente no monitoramento dos ecossistemas marinhos e na reabilitação de animais silvestres, contribuindo para o equilíbrio ambiental e a preservação da rica biodiversidade de Alagoas. A notícia do ajuntamento de meros é uma vitória para a conservação marinha na região.

Matéria produzida pela redação jornalística especializada do portal, com base em fontes verificadas e dados oficiais.

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