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Fiocruz emite alerta sobre a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e destaca vacinação como principal defesa
A Fiocruz mantém um estado de alerta para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), uma condição que exige atenção especial, especialmente durante períodos de maior circulação de vírus respiratórios. A síndrome se manifesta quando sintomas gripais comuns, como febre, coriza e tosse, evoluem para um quadro de **dificuldade para respirar**, necessitando de hospitalização.
Geralmente, a SRAG é desencadeada por infecções virais, embora nem sempre o agente causador seja identificado por exames. Dentre os principais vírus que levam à SRAG, três são preveníveis por meio de vacinas disponíveis gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS): os vírus da **Influenza A**, **Influenza B** e a **Covid-19**.
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza está ativa em todo o país, com foco prioritário em grupos mais vulneráveis, como crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos e gestantes, que apresentam maior suscetibilidade a desenvolver complicações graves. A vacina contra a Covid-19 é recomendada para todos os bebês a partir dos 6 meses, com reforços periódicos indicados para idosos, gestantes, pessoas com deficiência, comorbidades, imunossuprimidas e outros grupos de risco.
No ano passado, o Ministério da Saúde ampliou a proteção ao incluir a vacina contra o **vírus sincicial respiratório (VSR)** para gestantes, visando proteger bebês, que são os principais alvos do vírus causador da bronquiolite, uma doença que pode levar à SRAG.
Vacinação: A principal arma contra a SRAG
A pesquisadora Tatiana Portella, vinculada ao Boletim InfoGripe e ao Programa de Computação Científica da Fiocruz, enfatiza que a **vacina é a forma mais eficaz de proteção contra casos graves e óbitos** decorrentes de infecções respiratórias. Ela reitera a importância de que a população de maior risco e os grupos mais expostos, como profissionais de saúde, procurem se vacinar o quanto antes.
“Também recomendamos que pessoas com sintomas de gripe ou resfriado permaneçam em casa em isolamento. Caso isso não seja possível, o ideal é sair usando uma boa máscara”, aconselha Tatiana Portella, reforçando a necessidade de medidas individuais para conter a disseminação viral e prevenir a SRAG.
Números Preocupantes de SRAG em 2024
Os dados divulgados pela Fiocruz pintam um cenário preocupante para o ano de 2024. Até o momento, foram notificados **31.768 casos de SRAG no Brasil**. Desses, aproximadamente 13 mil apresentaram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório.
O **rinovírus** foi o agente mais identificado, respondendo por 42,9% dos casos positivos. Em seguida, aparecem a **Influenza A** com 24,5%, o **vírus sincicial respiratório** com 15,3%, a **Covid-19** com 11,1% e a **Influenza B** com 1,5%.
Covid-19 e Influenza A Lideram Óbitos por SRAG
O país registrou um total de **1.621 mortes por SRAG este ano**, sendo que em 669 desses casos o exame deu positivo para algum vírus. A **Covid-19** se destaca como a principal causa de óbitos, sendo responsável por 33,5% das mortes. A **Influenza A** aparece em seguida, com 32,9% dos óbitos.
O **rinovírus** contribuiu com 22,7% das mortes, o **vírus sincicial respiratório** com 4,8% e a **Influenza B** com 2,8%. Esses números reforçam a necessidade contínua de vigilância e adesão às campanhas de vacinação para reduzir a incidência de casos graves e mortes por SRAG.
Medidas de Prevenção e Isolamento
Além da vacinação, a Fiocruz reforça a importância de medidas comportamentais para evitar a transmissão de vírus respiratórios. Pessoas com sintomas gripais devem, sempre que possível, **permanecer em casa em isolamento**. Essa atitude é fundamental para proteger familiares, amigos e colegas de trabalho, especialmente aqueles com maior risco de desenvolver quadros graves.
Caso o isolamento domiciliar não seja viável, o uso de **máscaras de boa qualidade** ao sair de casa é fortemente recomendado. Essa simples medida pode reduzir significativamente a propagação de vírus e prevenir a contaminação de outras pessoas, contribuindo para a diminuição dos casos de SRAG.