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quinta-feira, junho 4, 2026

Marisqueira de 59 anos é salva após 4º AVC em Maceió com tratamento multidisciplinar do HGE

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Equipe do HGE em Maceió realiza feito notável ao salvar marisqueira após o quarto AVC, recuperando movimentos e fala

Em um caso que demonstra a excelência do atendimento de saúde pública em Alagoas, a marisqueira Filandia Lima Brandão, de 59 anos, foi completamente recuperada após sofrer seu quarto Acidente Vascular Cerebral (AVC). O evento ocorreu no bairro Fernão Velho, em Maceió, no dia 13 de fevereiro, e mobilizou equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Hospital Geral do Estado (HGE).

Após 25 dias de internação e um tratamento intensivo, Filandia recebeu alta médica nesta terça-feira (10), evidenciando a recuperação de seus movimentos e fala, o que gerou grande emoção. A história serve como um importante alerta sobre os perigos da hipertensão e a necessidade de buscar ajuda médica imediata ao surgirem os primeiros sintomas de um AVC.

Conforme divulgado pelo Governo do Estado de Alagoas, Filandia sentiu uma “angústia” ao sair para comprar comida. Durante o trajeto, começou a suar intensamente e, ao chegar a uma praça perto de sua casa, desmaiou. Testemunhas acionaram o Samu, que a transportou rapidamente para o HGE.

O socorro rápido e o atendimento especializado no HGE

No HGE, Filandia foi prontamente atendida na Área Vermelha e passou por exames de tomografia computadorizada. Ela foi internada na Unidade de AVC, onde os médicos investigaram seu quadro clínico. A neurologista Juliana Almeida informou que a paciente apresentava hemiparesia, caracterizada pela fraqueza no lado esquerdo do corpo, além de dificuldade na fala.

Inicialmente, a equipe médica avaliou a possibilidade de realizar a trombólise, um procedimento para dissolver coágulos. No entanto, após análise clínica, optaram pelo controle rigoroso da pressão arterial com o uso de medicações específicas. Essa decisão foi crucial para a recuperação da paciente.

Tratamento multidisciplinar e a recuperação da marisqueira

Durante os 25 dias de internação, uma equipe multidisciplinar composta por médicos, enfermeiros, nutricionistas, assistentes sociais, psicólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e farmacêuticos trabalhou incansavelmente. Esse time de profissionais foi fundamental para o resgate da saúde de Filandia.

Com o avanço do tratamento, Filandia recuperou os movimentos e a fala, expressando profunda gratidão. “Todos me deram atenção e amor. Fui muito bem atendida no HGE e não tenho o que reclamar. Sou muito grata a todos os profissionais que me ajudaram nesse momento”, declarou emocionada.

A importância da prevenção do AVC

O AVC, popularmente conhecido como derrame cerebral, é um grave problema de saúde pública no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, a doença é responsável por mais de 10% das mortes no país anualmente. Especialistas alertam que até 70% dos casos poderiam ser evitados com o controle de fatores de risco.

Os principais fatores de risco incluem hipertensão, diabetes, tabagismo e sedentarismo. A neurologista Juliana Almeida enfatiza a importância do controle da pressão arterial, exames regulares, alimentação saudável e prática de atividades físicas para reduzir o risco de desenvolver a doença.

O tempo é um fator determinante no tratamento do AVC. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) recomenda que, ao surgirem sintomas como fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar, alterações faciais, perda de visão, tontura ou dor de cabeça súbita e intensa, é fundamental acionar o Samu pelo número 192 ou buscar um atendimento de emergência próximo.

O programa “AVC Dá Sinais” em Alagoas visa viabilizar a assistência especializada o mais rápido possível, diminuindo o risco de morte e sequelas. O HGE é referência no atendimento a pacientes com AVC, contando com equipe especializada e estrutura adequada para agir com rapidez.

O diretor médico do HGE, Miqueias Damasceno, reforça que, embora a unidade esteja preparada, a informação, a conscientização e a prevenção são as melhores soluções. “A prevenção elimina o risco de sequelas, que podem afetar a capacidade de movimentação, a fala, o convívio familiar e a vida profissional do indivíduo”, alertou.

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