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quarta-feira, junho 3, 2026

Laudo Final: Polícia Científica Descarta Falha Mecânica e Velocidade Excessiva em Acidente Fatal com Romeiros em Alagoas

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Polícia Científica de Alagoas divulga laudo definitivo sobre capotamento de ônibus de romeiros em São José da Tapera, descartando falhas mecânicas.

O Instituto de Criminalística de Arapiraca, unidade da Polícia Científica de Alagoas, apresentou nesta segunda-feira (09) o resultado final da perícia sobre o grave acidente ocorrido em São José da Tapera. O documento, assinado pelos peritos criminais Gerard Deokaran e Rafaela Jansons, traz conclusões importantes sobre as causas do capotamento do ônibus que transportava romeiros.

O veículo, que retornava da tradicional Romaria de Juazeiro do Norte, no Ceará, para o interior de Alagoas, saiu da pista e capotou em um trecho da rodovia AL-220, no Povoado Caboclo. A tragédia resultou na morte de 16 pessoas, chocando a comunidade e gerando grande comoção.

As investigações iniciais já apontavam para a ausência de problemas mecânicos. Conforme divulgado pelo Governo do Estado de Alagoas, o laudo final reforça essa constatação, trazendo detalhes sobre a análise do cronotacógrafo e a dinâmica do acidente. A Polícia Civil agora dará continuidade às investigações.

Análise Minuciosa Descarta Pane Mecânica e Excesso de Velocidade

Desde os primeiros levantamentos no local do acidente, a hipótese de pane estrutural ou mecânica no ônibus foi preliminarmente afastada pela equipe de peritos. Para garantir a máxima precisão, foi solicitado um exame complementar ao Instituto de Criminalística de Maceió.

A equipe de identificação veicular da capital alagoana confirmou, por meio de laudo técnico, a **inexistência de qualquer defeito mecânico** no ônibus. Os peritos analisaram a cena, o raio da curvatura e diversos elementos para compreender a dinâmica do acidente, concluindo que o veículo estava em perfeitas condições mecânicas.

Cronotacógrafo Revela Velocidade, Mas Não como Causa Principal

A perícia realizou um exame detalhado no cronotacógrafo, equipamento que registra dados como velocidade, tempo e distância percorrida pelo veículo. Inicialmente, foi identificada uma discrepância entre os registros do aparelho e os vestígios encontrados na pista, o que demandou uma análise mais aprofundada.

Após a conversão dos dados para a escala correta, com o suporte da equipe de trânsito do IC Maceió, foi possível calcular a velocidade real do ônibus. O laudo apontou que o veículo trafegava a **aproximadamente 100 km/h**, uma velocidade acima do limite permitido para a via, que é de 90 km/h.

Velocidade Crítica da Curva Era Superior, Indicando Outra Causa Provável

Apesar de a velocidade registrada ser superior ao limite da rodovia, a perícia determinou que o ônibus estava **abaixo da velocidade crítica da curva**. Utilizando princípios da física clássica e o cálculo de forças centrífugas, os peritos constataram que a velocidade limite para que o veículo completasse aquele trecho com estabilidade era de 138 km/h.

Portanto, a conclusão da perícia é que o excesso de velocidade, embora presente, **não foi o fator determinante para o capotamento**, uma vez que o veículo teria condições físicas de realizar a curva naquela velocidade. A análise final aponta para outra causa provável.

Perda de Controle Direcional Apontada como Causa Mais Provável do Acidente

Diante de todos os dados coletados e analisados, a Polícia Científica concluiu que a causa mais provável do acidente foi a **perda do controle direcional** do ônibus. Essa perda de controle teria levado à instabilização do veículo e à saída de sua trajetória original, culminando no trágico capotamento.

Com a finalização dos laudos técnicos pela Polícia Científica, o caso agora segue sob a responsabilidade da Polícia Civil de Alagoas. As investigações prosseguirão para apurar eventuais responsabilidades criminais relacionadas ao acidente que vitimou os 16 romeiros.

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