25.6 C
Maceió
quarta-feira, junho 3, 2026

Marinha e CBC firmam protocolo para uso de munição nacional em fragatas Tamandaré, testando compatibilidade do calibre 30×173 mm com canhões SeaSnake para ganhar autonomia logística

Mais Lidas

Não fique refém dos algoritmos, nos siga no Telegram e fique atualizado com as últimas notícias.

Acordo técnico vai avaliar emprego de munição nacional em sistemas navais contemporâneos, fortalecendo a Base Industrial de Defesa e reduzindo dependência externa do Brasil

Em 3 de março, a Marinha do Brasil e a Companhia Brasileira de Cartuchos formalizaram um Protocolo de Intenções voltado à cooperação técnica, com foco no uso de munição nacional em plataformas navais modernas.

O acordo prevê avaliação da compatibilidade e desempenho das munições produzidas no país, inclusive para os canhões que equiparão as novas Fragatas Classe Tamandaré.

O protocolo foi assinado pela Diretoria de Sistemas de Armas da Marinha e pela CBC, em ação que busca ampliar a integração entre Força Naval e indústria de defesa, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil e pela Companhia Brasileira de Cartuchos.

Detalhes do protocolo e das instituições envolvidas

O Protocolo de Intenções foi celebrado por meio da Diretoria de Sistemas de Armas da Marinha, DSAM, e assinado pelo Vice-Almirante Carlos Henrique de Lima Zampieri e por Paulo Ricardo Nascimento Gomes, representante da CBC.

A CBC, fundada há mais de 90 anos, é reconhecida como uma das principais fabricantes de munições do mundo, e ocupa posição relevante na Base Industrial de Defesa brasileira.

O objetivo formal é avaliar o potencial de emprego de munições nacionais em sistemas navais contemporâneos, ampliando a interação entre Marinha e setor industrial.

Impacto na autonomia logística e no desenvolvimento tecnológico

Um dos objetivos centrais do acordo é fortalecer a autonomia logística da Marinha, reduzindo dependência de fornecedores estrangeiros para o abastecimento de munições navais.

A produção local oferece mais segurança no fornecimento em cenários de crise ou em caso de restrições de exportação, além de estimular o desenvolvimento tecnológico e industrial do país.

Segundo o Vice-Almirante Zampieri, a iniciativa representa um avanço importante na integração com a indústria nacional no segmento de munições de artilharia naval, reforçando o compromisso da Força com o fortalecimento da Base Industrial de Defesa.

Testes previstos para as Fragatas Classe Tamandaré

Entre as ações previstas está a avaliação da compatibilidade das munições calibre 30×173 milímetros produzidas pela CBC com os canhões SeaSnake, que equiparão as Fragatas Classe Tamandaré.

Caso os testes confirmem compatibilidade e desempenho, o emprego de munição nacional nesses sistemas poderá representar um avanço estratégico para a autonomia tecnológica e operacional da defesa brasileira.

As Fragatas Tamandaré são um dos principais projetos de modernização da Marinha, projetadas para ampliar capacidades de defesa, vigilância e presença no Atlântico Sul.

Perspectivas e próximos passos

O protocolo abre caminho para testes, validações técnicas e eventuais ajustes de produção, com foco em garantir segurança, desempenho e logística confiável.

Além do aspecto operacional, a cooperação sinaliza apoio institucional à indústria nacional, incentivando investimentos e inovação no setor de armamentos.

Se os ensaios forem bem-sucedidos, a adoção de soluções nacionais pode reduzir custos, encurtar prazos de abastecimento e aumentar a resiliência da cadeia de suprimentos da Marinha.

- Advertisement -

Mais Notícias

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

- Advertisement -

Últimas Notícias