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quarta-feira, junho 3, 2026

Menopausa: Estudo Revela Urgência de Políticas Públicas para Apoiar Mulheres e Famílias Brasileiras

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Um estudo recente lança luz sobre a necessidade urgente de políticas públicas estruturadas no Brasil para lidar com os efeitos da menopausa. A pesquisa destaca que a falta de atenção adequada a essa fase da vida feminina impacta não apenas a saúde individual, mas também a dinâmica familiar e a economia do país.

A vulnerabilidade gerada pelos sintomas da menopausa, quando não tratados, pode comprometer a posição da mulher no mercado de trabalho. Isso é particularmente grave, pois muitas vezes elas são o principal sustento da família, tornando-as frágeis diante de desafios profissionais e pessoais.

As consequências da menopausa não tratada se estendem à saúde mental, aumentando o risco de depressão e Alzheimer, além de afetar relacionamentos. O estudo, conduzido por uma pesquisadora da área do direito em colaboração com uma médica, ressalta que cuidar da mulher na menopausa é, na verdade, cuidar de todo o núcleo familiar.

Conforme apontado pelo estudo, o Brasil precisa urgentemente de um mapeamento nacional sobre a menopausa para compreender a realidade das 29 milhões de brasileiras que se encontram nessa fase. A pesquisa indica que 87,9% delas apresentam sintomas, mas apenas 22,4% buscam tratamento.

Impacto Profissional e Familiar

A pesquisadora enfatiza que os sintomas físicos e psicológicos da menopausa, quando não abordados, levam à insustentabilidade da relação profissional. Essa instabilidade, por sua vez, reverbera em todo o núcleo familiar, que muitas vezes depende financeiramente da mulher.

O afastamento do trabalho, uma das consequências, gera maior pressão previdenciária. Em vez de contar com trabalhadoras em seu auge intelectual, o país enfrenta mais problemas sociais e de aposentadoria, impactando a produtividade nacional. O estudo argumenta que tratar a menopausa como política pública não é patologizar o envelhecimento, mas sim reconhecê-lo como uma etapa que demanda cuidado, informação e proteção institucional.

Saúde Mental em Risco

As consequências da menopausa não tratada para a saúde mental são alarmantes. O estudo aponta para um aumento significativo nas chances de desenvolvimento de doenças como Alzheimer e depressão, além de outras dificuldades relacionais.

Observa-se também um fenômeno de menopausa precoce, associado ao estilo de vida moderno. O envelhecimento populacional exige uma atenção redobrada das redes públicas de saúde para lidar com essa fase, muitas vezes marcada por altos e baixos emocionais e dificuldades de autocompreensão.

Custos Econômicos e Sociais

A ausência de políticas públicas estruturadas para a menopausa no Brasil tem efeitos concretos na saúde, economia e cidadania de milhões de mulheres. Os custos projetam-se sobre o sistema de saúde, a Previdência Social e a produtividade nacional.

Dados internacionais ilustram a magnitude desses custos: US$ 26,6 bilhões por ano nos Estados Unidos e US$ 150 bilhões globalmente, com uma queda de 10% nos rendimentos das mulheres afetadas. O estudo brasileiro destaca que a magnitude do problema é proporcional à sua invisibilidade, necessitando de um reconhecimento oficial e de ações concretas.

Maior Atenção e Reconhecimento Institucional

Durante um evento em Brasília, a secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Ana Estela Haddad, reconheceu uma maior atenção na prevenção da saúde da mulher, especialmente diante do envelhecimento populacional. Ela mencionou que grupos focados em menopausa têm sido bastante ativos em fóruns promovidos pelo ministério.

Essa percepção sinaliza um caminho promissor para a criação de políticas públicas mais eficazes. O estudo reforça que o reconhecimento da menopausa como uma etapa legítima do ciclo de vida, que necessita de suporte, é fundamental para garantir o bem-estar e a plena participação das mulheres na sociedade brasileira.

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