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quarta-feira, junho 3, 2026

Nuclep renova certificação ASME VIII e mantém selos U, U2 e R, ampliando competitividade internacional em óleo e gás, energia nuclear e defesa

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Recertificação confirma conformidade técnica e rastreabilidade industrial, e valida processos para fabricação e reparo de vasos de pressão em mercados estratégicos

A estatal brasileira passou por auditoria nos dias 23 e 24 de fevereiro e obteve a manutenção das credenciais exigidas por projetos de alta exigência técnica. A decisão reitera a capacidade industrial da empresa para atuar em segmentos sensíveis, com exigência de normas internacionais.

A nova certificação ASME VIII valida procedimentos, soldagem e controle documental, além de abrir portas para contratos no exterior. A avaliação focou em processos industriais com alto grau de rastreabilidade e conformidade normativa.

Conforme informação divulgada pela Nuclep, a recertificação mantém os selos U e U2 da American Society of Mechanical Engineers e o selo R do National Board, garantindo atuação em projetos convencionais e de maior criticidade técnica.

O que autorizam os selos e como a auditoria avaliou processos

Os certificados são exigidos internacionalmente para fabricação e reparo de vasos de pressão conforme a Seção VIII do código ASME. O selo U autoriza a fabricação de equipamentos convencionais, o U2 atende a projetos de maior complexidade e criticidade técnica, e o selo R habilita reparos e alterações com rastreabilidade.

A auditoria avaliou processos de engenharia, qualificação de soldagem, inspeções técnicas, controle de qualidade e rastreabilidade industrial, confirmando que os procedimentos seguem padrões internacionais rigorosos, e que as operações mantêm controles documentais exigidos para itens críticos.

Impacto estratégico para óleo e gás, energia nuclear e defesa

A manutenção das certificações fortalece a competitividade da Nuclep em mercados que costumam exigir a certificação ASME para participação em licitações e fornecimentos, como geração nuclear e equipamentos para plataformas offshore. Empresas que atuam nesses segmentos geralmente condicionam contratos à comprovação técnica por selos internacionais.

Segundo o gerente-geral de Controle da Qualidade, José de Castro, “o reconhecimento internacional atesta que os processos industriais permanecem aptos à fabricação de vasos de pressão convencionais e nucleares.” A afirmação reforça o caráter técnico da certificação e sua ligação direta com requisitos de contrato.

Governança, qualidade e posicionamento internacional

Para Rodrigo Lopes Chaves, gerente de Sistema de Gestão de QSMS e Garantia da Qualidade, “a conquista reafirma a solidez do sistema de gestão da companhia.” A declaração indica que a certificação é fruto de práticas sistematizadas de controle e melhoria contínua.

O presidente Adeilson Telles destacou que “a recertificação é resultado de gestão integrada, disciplina técnica e comprometimento coletivo.” Já o diretor Comercial, Nicola Mirto Neto, afirmou que “a recertificação consolida a empresa como fornecedora habilitada para contratos nacionais e internacionais que exigem certificações globais.”

Consequências para a indústria brasileira e próximos passos

Além de chancelar a qualidade industrial da empresa, a validação por entidades internacionais amplia a inserção da Nuclep no mercado global e fortalece a base tecnológica nacional em setores sensíveis à soberania e ao desenvolvimento econômico. Com os selos mantidos, a companhia fica mais competitiva em licitações que exigem certificação ASME VIII.

O resultado da auditoria e as declarações da administração apontam para continuidade de investimentos em qualificação técnica e controles, para manter a conformidade e ampliar participação em contratos estratégicos, no Brasil e no exterior.

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