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quarta-feira, junho 3, 2026

Maceió Avança no Combate ao Aedes aegypti com Novas Estratégias de Vigilância Entomológica e Tecnologia

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Saúde de Maceió participa de treinamento para fortalecer vigilância entomológica contra o Aedes aegypti

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Maceió deu um passo importante no fortalecimento de suas ações de combate ao mosquito Aedes aegypti e Aedes albopictus. Nos dias 24 e 25, a capital alagoana sediou um treinamento crucial sobre a implementação da Estratégia de Vigilância Entomológica por Ovitrampas, realizado no Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde (ICBS) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

A iniciativa, que integrou as ações de fortalecimento da Diretoria de Vigilância em Saúde, teve como principal objetivo aprimorar as estratégias de enfrentamento a doenças como dengue, zika e chikungunya, transmitidas por esses vetores. A capacitação foi direcionada a profissionais de Vigilância Epidemiológica, Controle Vetorial e Vigilância Entomológica.

Conforme informação divulgada pela Secretaria Municipal de Saúde, o treinamento alinha as práticas locais com as novas diretrizes nacionais publicadas pelo Ministério da Saúde em 2025, atualizando o manual de 2009. A nova metodologia de trabalho busca um monitoramento mais sensível e precoce da infestação do mosquito, permitindo ações de prevenção e controle mais eficazes.

Novas Metodologias para um Combate Mais Eficaz

A programação do treinamento foi dividida em atividades teóricas e práticas, abrangendo desde a abertura oficial com representantes de órgãos como a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau-AL), Ufal, Ministério da Saúde e IOC/Fiocruz, até a aplicação prática das novas técnicas. Especialistas detalharam a implementação da metodologia de monitoramento por ovitrampas, armadilhas que auxiliam na detecção da presença do mosquito.

O veterinário e gerente Charles Nunes, da Gerência de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores e Animais Peçonhentos, ressaltou a importância da atualização. “Esse treinamento é direcionado para três tipos de profissão: Vigilância Epidemiológica, Controle do Vetorial e Vigilância Entomológica”, explicou Nunes.

Durante o primeiro dia, os participantes aprenderam sobre a instalação, funcionamento e a importância do monitoramento sistemático com as ovitrampas. Houve também espaço para debates, esclarecimento de dúvidas e a apresentação de um aplicativo específico para o registro e acompanhamento dos dados coletados pelos municípios. A tarde foi dedicada ao preparo de materiais e ao planejamento da implantação das ovitrampas.

Capacitação Prática e Tecnologias Inovadoras

O segundo dia de treinamento ocorreu de forma simultânea, com turmas divididas para capacitação no uso do aplicativo de registro de dados, na leitura de palhetas e contagem de ovos. Um treinamento de campo foi realizado para a correta instalação e manutenção das ovitrampas, além do preenchimento de formulários.

A programação também incluiu a apresentação de novas tecnologias de controle vetorial, como as Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL). Essa estratégia inovadora utiliza o próprio mosquito como agente disseminador do larvicida em pontos estratégicos, contaminando o ambiente onde ele deposita seus ovos.

Outras tecnologias abordadas foram a borrifação residual intradomiciliar em imóveis especiais e uma aula prática sobre o painel BR-Aedes, uma ferramenta para o monitoramento e gestão das ações de controle. O encerramento contou com discussões técnicas e alinhamentos sobre as estratégias apresentadas.

Expansão e Implementação das Novas Estratégias

Além de Maceió, municípios prioritários com mais de 50 mil habitantes também participaram da capacitação, enviando profissionais das áreas de Vigilância Epidemiológica, Controle Vetorial e Vigilância Entomológica. Com essa formação, as novas estratégias apresentadas começarão a ser implementadas a partir de março.

A expectativa é que a iniciativa fortaleça a capacidade técnica dos municípios, resultando em um monitoramento mais preciso da infestação do vetor e subsidiando ações mais eficazes na prevenção e controle das arboviroses. A participação ativa de diversos municípios demonstra um esforço conjunto e coordenado no combate a essas doenças.

Entendendo as Novas Ferramentas de Combate

As ovitrampas são armadilhas essenciais para monitorar a presença e a densidade do Aedes aegypti e Aedes albopictus. Elas consistem em recipientes com água e uma palheta, onde a fêmea do mosquito deposita seus ovos. A análise posterior dessas palhetas permite identificar áreas com maior circulação do vetor, mesmo antes do surgimento de casos de doenças.

As Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL) funcionam como um complemento. Atraem a fêmea do mosquito, que ao entrar em contato com o dispositivo, se contamina com larvicida em concentração segura. Ao buscar outros locais para depositar seus ovos, ela acaba levando o produto, impedindo o desenvolvimento das larvas nesses novos criadouros.

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