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quarta-feira, junho 3, 2026

Marinha do Brasil e SIATT assinam protocolo para desenvolver míssil ar-superfície nacional a partir do MANSUP, reforçando autonomia tecnológica e poder aeronaval

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Protocolo para adaptar MANSUP a lançamento aéreo busca criar míssil ar-superfície nacional, ampliando alcance, flexibilidade operacional e soberania tecnológica

A Marinha do Brasil e a SIATT Engenharia, Indústria e Comércio S.A. firmaram um protocolo de intenções para desenvolver um míssil ar-superfície nacional, com base na tecnologia do MANSUP.

O acordo foi celebrado pela Diretoria de Sistemas de Armas da Marinha e prevê adaptar o Míssil Antinavio de Superfície, ou MANSUP, para lançamento a partir de aeronaves.

O objetivo é ampliar o emprego operacional do sistema, criando uma versão aérea que aumente alcance e flexibilidade nas operações navais, conforme informação divulgada pela Marinha do Brasil e pela SIATT.

Autonomia tecnológica e soberania decisória

Desenvolver um míssil ar-superfície nacional está no centro da estratégia de fortalecer a autonomia tecnológica brasileira.

Sistemas desse tipo exigem domínio em engenharia, integração eletrônica e guiagem, competências que poucos países possuem integralmente, e a adaptação do MANSUP reduz riscos de desenvolvimento.

A iniciativa amplia a capacidade de atualizar, modernizar e adaptar o armamento conforme necessidades futuras, sustentando a soberania decisória da Marinha.

Ampliação do poder de combate da Força Aeronaval

A versão aérea do míssil amplia o espectro de atuação da Força Aeronaval, pois o lançamento por aeronaves eleva o alcance efetivo e multiplica vetores de ataque.

Essa capacidade reforça a doutrina de negação do mar e aumenta o poder dissuasório do Brasil em áreas estratégicas, como a proteção da Amazônia Azul.

A integração entre meios navais e aeronavais tende a melhorar interoperabilidade interna e eficiência operacional, resultando em resposta mais rápida a ameaças marítimas.

Base Industrial de Defesa como pilar estratégico

Ao fechar parceria com a SIATT, classificada como Empresa Estratégica de Defesa, a Marinha fortalece a Base Industrial de Defesa, gerando empregos qualificados e estimulando inovação.

O projeto amplia a família de mísseis nacionais e cria um ciclo virtuoso entre Força e indústria, onde demandas operacionais impulsionam o desenvolvimento tecnológico interno.

Mais do que um novo sistema de armas, o protocolo representa um avanço institucional na construção de uma defesa baseada em competência nacional e visão de longo prazo.

Próximos passos e contexto

O protocolo, assinado em 23 de fevereiro, abre caminho para estudos de viabilidade, adaptação aeroestrutural e integração de sensores e guiagem em plataformas aéreas.

A Diretoria de Sistemas de Armas da Marinha lidera o processo de desenvolvimento conjunto com a indústria, buscando reduzir dependências externas e ampliar liberdade de emprego operacional.

Quem quiser contribuir com sugestões ou apontar erros pode contatar a redação do Defesa em Foco pelo WhatsApp 21 99459-4395.

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