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SUS inicia transição da insulina humana para a de ação prolongada, um avanço significativo no tratamento do diabetes. Entenda como essa mudança gradual vai beneficiar milhares de pacientes em todo o país.
A insulina glargina, um tipo de medicamento de ação prolongada, está sendo introduzida no Sistema Único de Saúde (SUS) para substituir gradualmente a insulina humana. Esta transição visa otimizar o controle da glicose, oferecendo mais praticidade e eficácia no tratamento de pessoas com diabetes.
A principal vantagem da nova insulina é sua **duração de até 24 horas**, permitindo que o paciente necessite de apenas uma aplicação diária. Isso facilita a rotina e contribui para a manutenção de níveis mais estáveis de açúcar no sangue, um fator crucial para prevenir complicações da doença.
A substituição será feita de forma **gradual e individualizada**, com base na avaliação de cada paciente. O Ministério da Saúde já está promovendo treinamentos para profissionais de saúde da atenção primária nos quatro estados selecionados para o início da transição. Conforme informação divulgada pelo Ministério da Saúde, após os primeiros meses, os resultados serão avaliados para planejar a expansão para outros estados.
Insulina Glargina: Praticidade e Eficácia no Tratamento
A insulina glargina representa um **avanço importante no manejo do diabetes**. Por ter uma ação que se estende por todo o dia, ela ajuda a evitar picos e quedas bruscas de glicose, proporcionando um controle mais contínuo e previsível. A necessidade de apenas uma aplicação diária simplifica o tratamento, especialmente para aqueles com rotinas mais agitadas.
O Ministério da Saúde ressalta que o tratamento com insulina glargina na rede privada pode custar até R$ 250 para dois meses de uso. A ampliação de sua oferta no SUS demonstra o compromisso da pasta em alinhar o serviço público às **melhores práticas internacionais** de cuidado com o diabetes.
Parceria Estratégica para Produção Nacional
A expansão do uso da insulina glargina no SUS é fruto de uma **parceria para o desenvolvimento produtivo (PDP)**. Essa colaboração envolve o laboratório Bio-Manguinhos, da Fiocruz, a empresa brasileira de biotecnologia Biomm e a chinesa Gan & Lee. O objetivo principal é promover a **transferência de tecnologia** para o Brasil.
Graças a essa parceria, em 2025, mais de 6 milhões de unidades do medicamento já foram entregues ao SUS, com um investimento de R$ 131 milhões. A previsão é que, até o final de 2026, o Brasil tenha capacidade de produzir até 36 milhões de tubetes, garantindo o abastecimento necessário para o sistema público de saúde.
Autonomia na Produção e Segurança no Abastecimento
A capacidade de produção nacional de insulina é vista como um fator **estratégico para o país**, especialmente diante do cenário de escassez global deste insumo. O Ministério da Saúde destaca que a autonomia na produção garante maior segurança no abastecimento e possibilita a oferta de tratamentos mais modernos e eficazes aos pacientes do SUS.
Esta iniciativa não só melhora o cuidado com o diabetes, mas também fortalece a **indústria farmacêutica nacional** e a pesquisa em biotecnologia, consolidando o Brasil como um polo de desenvolvimento e produção de medicamentos essenciais.