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quarta-feira, junho 3, 2026

Revólver Calibre 38 Identificado como Arma do Crime: Perícia Criminal de Alagoas Detalha Assassinato de Coordenador do CRB

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Perícia Criminal de Alagoas Confirma Revólver Calibre 38 como Arma do Homicídio do Coordenador do CRB

A Perícia Criminal de Alagoas, por meio do Instituto de Criminalística de Maceió, confirmou a arma de fogo utilizada no chocante assassinato de Johanisson Carlos Lima Costa, de 33 anos, coordenador supervisor das categorias de base do Clube de Regatas Brasil (CRB). O crime, que abalou a região, teve sua autoria material desvendada graças a um minucioso exame de confronto balístico.

A investigação, conduzida pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), focou na análise de três armas apreendidas durante uma operação policial. A perita criminal Renata Azevedo liderou os trabalhos, que compararam projéteis extraídos do corpo da vítima com amostras balísticas das armas em questão.

O laudo técnico, já encaminhado à DHPP, aponta um revólver calibre 38 como o instrumento do crime. A precisão da perícia reforça a importância da ciência forense na elucidação de casos complexos e na garantia da justiça. Conforme divulgado pelo Governo do Estado de Alagoas, a identificação da arma é um passo crucial para a conclusão da investigação e a responsabilização dos envolvidos.

Detalhes da Investigação e Identificação da Arma

Três armamentos, sendo uma pistola e dois revólveres, foram submetidos a exames detalhados no Instituto de Criminalística. Cada uma das armas foi examinada no microcomparador balístico, um equipamento de alta tecnologia que permite a análise minuciosa de marcas deixadas por projéteis e estojos.

A perita criminal Renata Azevedo explicou o processo: “Após a produção de padrões dessas três armas, submeti e analisei essas amostras no microcomparador balístico confrontando com o projétil encontrado no corpo da vítima. O exame deu positivo para um dos revólveres calibre 38”, afirmou Azevedo.

Essa confirmação é fundamental para consolidar as provas técnicas que subsidiam a investigação policial, demonstrando a capacidade da Perícia Criminal em fornecer respostas concretas em casos de crimes graves.

O Crime e a Operação Policial

O homicídio de Johanisson Lima Costa ocorreu na manhã de sexta-feira, 23 de fevereiro, no bairro da Santa Lúcia, em Maceió. A vítima foi surpreendida e alvejada na nuca. O autor do crime fugiu inicialmente de bicicleta e, posteriormente, em uma motocicleta com a ajuda de um comparsa.

Dois dias após o crime, em uma operação da Polícia Militar no bairro do Clima Bom, o executor e dois cúmplices foram localizados. Segundo informações policiais, os suspeitos reagiram à abordagem atirando contra as guarnições, o que resultou em um revide policial. Três indivíduos foram alvejados e, apesar de socorridos ao Hospital Geral do Estado (HGE), não resistiram aos ferimentos.

Motivação e Rede Criminosa Desmantelada

A delegada Tacyane Ribeiro, coordenadora da DHPP, revelou em coletiva que as investigações apontam para um **homicídio de motivação passional**, com planejamento iniciado em dezembro de 2025 e com promessa de pagamento de R$ 10 mil. Ao todo, cinco pessoas teriam se envolvido na dinâmica do crime.

Entre os envolvidos, estão o mandante do crime e um homem que auxiliou na fuga do executor. Ambos foram presos. As outras três pessoas envolvidas morreram em confronto com a Polícia Militar.

Armas Serão Cadastradas no SINAB para Confrontos Nacionais

Além da identificação da arma do crime, o chefe do Instituto de Criminalística, Charles Mariano, anunciou que novos exames periciais serão realizados. A pedido da DHPP, as três armas apreendidas, incluindo a identificada como utilizada no homicídio, serão submetidas a novas análises para verificar se foram empregadas em outros crimes de homicídio.

“O trabalho técnico-científico da Perícia Criminal do Estado é papel importante da ciência forense na elucidação de crimes graves, contribuindo de forma decisiva para o avanço das investigações e para a responsabilização dos envolvidos”, destacou Charles Mariano.

Os projéteis e padrões balísticos produzidos pelas três armas serão inseridos no **Sistema Nacional de Análise Balística (SINAB)**. Essa medida permitirá confrontos em âmbito nacional, auxiliando na identificação de outras ocorrências criminais ligadas aos armamentos e contribuindo para a segurança pública em todo o país.

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